
A Universal Audio, fabricante norte-americana especializada em hardware e software para estúdios de música e usuários domésticos, apostou na virtualização de servidores como forma de garantir mais segurança aos dados.
A ideia do projeto nasceu após a contratação de Joel Braveman como gerente de TI da companhia, há cerca de dois anos. Na época, toda a infraestrutura tecnológica da organização era baseada em um parque de servidores amadores, montado na fábrica da Universal. “Como o equipamento ficava disponível em uma sala era muito fácil que qualquer criminoso entrasse ali e o roubasse”, lembra Braveman.
O executivo explica ainda que, como falhavam demais, as máquinas demandavam muitos equipamentos redundantes para garantir a operação contínua da empresa. “E cada servidor redundante permanecia cerca de 90% do tempo parado, gerando custos e ameaças ao negócio”, diz o gestor, ao explicar que essa foi a gota d´água para a decisão de virtualizar o ambiente.
Segundo ele, o primeiro passo da iniciativa foi mudar todos os equipamentos para um prédio fisicamente mais seguro. Depois disso, o gestor liderou a implementação de um servidor virtual redundante, com as mesmas funções do antigo, apenas para agir em situações de crise e nos casos de recuperação de desastres (disaster recovery).
A etapa seguinte do projeto foi encontrar fornecedores de ferramentas adequadas à proteção de dados e criar políticas de segurança específicas para o ambiente virtual. E, após encontrar um fornecedor especializado, a companhia contratou serviços de firewall e de detecção de intrusos (IDS). “Nossa maior preocupação é com a garantia de proteção à propriedade intelectual e, por isso, o foco da política de segurança foi a blindagem de nossas fronteiras, de modo que nenhum arquivo fosse movimentado sem aprovação”, conta Braveman.
Decidida essa etapa, a empresa seguiu uma programação de mudança gradativa para o novo ambiente virtual, com o objetivo de migrar todas as operações para os servidores virtuais. No entanto, a mudança não pode ser completa, já que o alto comando da Universal Audio ficou reticente em relação à segurança desse modelo e pediu para que alguns dados críticos fossem armazenados em equipamentos tradicionais.
Atualmente, a Universal Audio mantém 6 servidores físicos – contendo informações consideradas sensíveis pelo board da empresa – e 20 servidores virtuais. Estes últimos, além de armazenar todos os arquivos corporativos e rodar os programas e aplicações, têm função redundante.
Sem informar o valor dos investimentos feitos pela companhia nesse processo, Braveman reitera que hoje a área de tecnologia colhe os frutos da iniciativa bem sucedida, que trouxe redução de custos e aumento da produtividade à operação.
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