
Gestores de TI que avaliam a possibilidade de adotar o modelo de software como serviço (SaaS) para reduzir custos devem levar em conta não só os gastos para implementação e desenvolvimento da solução, como também todas as despesas relativas ao ciclo de vida da aplicação na qual estão apostando, o que envolve a manutenção e as melhorias no sistema.
A partir dessa análise, a Springboard Research - consultoria especializada na área de tecnologia - aconselha que os clientes estejam mais atentos à negociação com os fornecedores de software como serviço. “Um acordo com termos pouco definidos ou confusos pode resultar em gastos enormes e, dependendo da duração do compromisso, isso se prolonga por muito tempo”, alerta o vice-presidente da área de software da consultoria para Ásia-Pacífico, que complementa: “Com isso em mente, os executivos de TI precisam contar com a assessoria jurídica necessária para avaliar quão vantajosa uma oferta de SaaS pode ser em longo prazo.”
Barnes ainda explica que, com a ânsia por reduções imediatas de despesas, muitos responsáveis pela contratação de fornecedores acabam firmando acordos sem avaliar completamente seus resultados. “Os executivos de negócio, principalmente CFOs (Chief Financial Officers), pressionam líderes de TI a diminuir despesas da área, mas não conhecem ‘de perto’ os desafios do segmento de tecnologia e, por isso, exigem cortes absurdos que gerarão mais gastos no futuro”, afirma ele.
Para resolver esse dilema, o especialista aconselha que os CIOs montem um plano de comunicação eficiente e que justifique todas as despesas ao board.
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