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Gestão

Empresa de gestão adota modelo de trabalho 100% remoto

Meridith Levinson, CIO EUA

Publicada em 22 de maio de 2009 às 08h30

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Teste do modelo na prática
Antes de os funcionários começarem a trabalhar oficialmente em casa, a Chorus testou a estrutura de telecomunicações com a gerente de contas de suporte ao cliente da empresa, Jairis Galvez. A executiva trabalhou em casa duas sextas-feiras seguidas e todos os vice-presidentes telefonaram para ela, ao longo do dia, com o intuito de ter certeza de que conseguiriam se comunicar normalmente.

Outro problema técnico que o departamento de TI da Chorus teve de abordar foi como os funcionários dispersos fariam ligações telefônicas entre ramais. Até então, para realizar chamadas de um escritório para outro (no Texas e em Nova Jersey) bastava discar o número do ramal (de quatro dígitos). No entanto, esse mesmo sistema não funcionava quando os profissionais estavam conectados à rede privada virtual (VPN) em seus home offices, por conta do firewall, que não permitia a transferência de dados entre VPNs.

Em vez de partir para o modelo de ligações tradicionais, Boyd optou por atualizar o firewall da companhia, obtendo assim os benefícios financeiros da discagem entre ramais.

Políticas de trabalho virtual
Com o intuito de garantir a manutenção da produtividade dos profissionais e a qualidade dos serviços nesse modelo de trabalho remoto, a Chorus elaborou políticas de trabalho virtual.

Um dos principais aspectos das regras diz respeito ao ambiente de trabalho dos profissionais. Dessa forma, a empresa estabeleceu que todos os funcionários precisam ter um espaço em casa exclusivo para o trabalho. O ideal é um quarto separado com uma porta que possa ser fechada para isolar o profissional e que conte com uma escrivaninha para evitar que as pessoas trabalhem com o notebook no colo ou utilizem a mesa de jantar.

Em contrapartida, a Chorus fornece aos funcionários todos os equipamentos de informática e telecomunicações necessários (laptops, monitores, teclados, headsets e serviço de internet em banda larga). E, no caso específico das equipes de atendimento ao cliente, cada pessoa recebe ainda uma picotadora de papel para destruir documentos confidenciais.

Quanto aos suprimentos e materiais de escritório – como papel, cartuchos de tinta, canetas, blocos, entre outros –, os funcionários compram os itens e encaminham relatórios de gastos para a companhia para obter o reembolso.

Sobre o horário, as equipes remotas são obrigadas a trabalhar durante o expediente comercial. Para controlar isso, assim que iniciam suas tarefas, os profissionais entram no sistema de mensagens instantâneas utilizado pela companhia. “O grupo que atua com atendimento aos clientes também tem de seguir regras específicas de bom senso”, ressalta Marvin Luz, que acrescenta: “Por exemplo, esses profissionais não podem ver TV, ouvir música ou mesmo comer enquanto estão falando ao telefone.” Medidas que, de acordo com o executivo, transmitem o recado de que, embora trabalhem em um ambiente informal de suas casas, as pessoas precisam manter a mesma postura que teriam no escritório.

Para formalizar todas essas orientações, a Chorus exigiu que os funcionários assinassem um código de conduta, o qual foi incorporado às políticas relacionadas ao uso do computador e da internet.

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1 comentário(s)
É o futuro
Ronaldo Luis - 22 Mai 2009, 09h03
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