
Mais do que um impulso para fazer parte da onda das redes sociais, CIOs devem avaliar os objetivos reais, de curto e longo prazos, desse tipo de iniciativa, antes de iniciar um projeto de implementação das ferramentas. De acordo com Ricardo Cavallini, consultor empresarial e autor do livro “O Marketing Depois de Amanhã”, as empresas podem fazer uso das mídias colaborativas de três formas diferentes.
A primeira delas, segundo o especialista, é para criar aplicações com as mesmas funcionalidades daquelas encontradas na web para integrar equipes e melhorar a comunicação no dia-a-dia das operações. “O Twitter, por exemplo, pode ser ‘copiado’ e implementado como ferramenta interna”, diz ele ao explicar que tal ação pode otimizar o workflow e diminuir a redundância ou retrabalho na rotina corporativa.
Outra forma de utilização, segundo Cavallini, é a observação na rede das impressões e desejos que os consumidores e concorrentes expressam em blogs, comunidades e sites de relacionamento. Nesse caso, as informações colhidas podem ser utilizadas por diversas áreas da companhia, melhorando a relação entre a atuação da empresa e a real demanda do mercado e trazendo resultados efetivos ao negócio.
Complemento desta última opção, a terceira maneira pela qual os gestores podem utilizar as redes sociais é estabelecendo uma comunicação “de igual para igual” com seu público interno ou externo, parceiros, fornecedores e até concorrentes.
No entanto, o especialista alerta para que os líderes de TI estejam certos do comprometimento da companhia em aceitar as opiniões expressas pela web – sejam elas de consumidores ou funcionários. Além disso, destaca que é preciso avaliar a capacidade da equipe ou do responsável pelo projeto de atualizar sempre os canais de comunicação para que seu público não o veja apenas como uma ação obrigatória, na qual não há troca de informações.
De qualquer forma, Cavllini garante que a hora de pensar a entrada da companhia nas mídias colaborativas é agora. “O foco do mercado para a web 2.0 está acontecendo no momento atual e, para criar a cultura de seu público para adesão da ferramenta é necessário fazer parte desse mundo o mais rápido possível”, conclui ele.
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