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Gestão

O papel do líder de TI na implementação das redes sociais

De acordo com Ricardo Cavallini, consultor empresarial e autor do livro “O Marketing Depois de Amanhã”, empresas podem utilizar a web 2.0 para reproduzir ferramentas internamente, observar o comportamento do público ou interagir com consumidores, parceiros, funcionários e até concorrentes

Patrícia Lisboa, repórter CIO

Publicada em 16 de abril de 2009 às 10h36

Mais do que um impulso para fazer parte da onda das redes sociais, CIOs devem avaliar os objetivos reais, de curto e longo prazos, desse tipo de iniciativa, antes de iniciar um projeto de implementação das ferramentas. De acordo com Ricardo Cavallini, consultor empresarial e autor do livro “O Marketing Depois de Amanhã”, as empresas podem fazer uso das mídias colaborativas de três formas diferentes.

A primeira delas, segundo o especialista, é para criar aplicações com as mesmas funcionalidades daquelas encontradas na web para integrar equipes e melhorar a comunicação no dia-a-dia das operações. “O Twitter, por exemplo, pode ser ‘copiado’ e implementado como ferramenta interna”, diz ele ao explicar que tal ação pode otimizar o workflow e diminuir a redundância ou retrabalho na rotina corporativa.

Outra forma de utilização, segundo Cavallini, é a observação na rede das impressões e desejos que os consumidores e concorrentes expressam em blogs, comunidades e sites de relacionamento. Nesse caso, as informações colhidas podem ser utilizadas por diversas áreas da companhia, melhorando a relação entre a atuação da empresa e a real demanda do mercado e trazendo resultados efetivos ao negócio.

Complemento desta última opção, a terceira maneira pela qual os gestores podem utilizar as redes sociais é estabelecendo uma comunicação “de igual para igual” com seu público interno ou externo, parceiros, fornecedores e até concorrentes.

No entanto, o especialista alerta para que os líderes de TI estejam certos do comprometimento da companhia em aceitar as opiniões expressas pela web – sejam elas de consumidores ou funcionários. Além disso, destaca que é preciso avaliar a capacidade da equipe ou do responsável pelo projeto de atualizar sempre os canais de comunicação para que seu público não o veja apenas como uma ação obrigatória, na qual não há troca de informações.

De qualquer forma, Cavllini garante que a hora de pensar a entrada da companhia nas mídias colaborativas é agora. “O foco do mercado para a web 2.0 está acontecendo no momento atual e, para criar a cultura de seu público para adesão da ferramenta é necessário fazer parte desse mundo o mais rápido possível”, conclui ele.

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