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Gestão

O momento certo para contratar um arquiteto

CIO de provedora norte-americana conta os motivos que levaram à contratação e à demissão de um enterprise arquitect

Sunil Shah, da CIO Índia

Publicada em 13 de abril de 2009 às 08h05

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Fora os jargões e as diferentes nuances do cargo, o arquiteto profissional (ou enterprise architect, em inglês) é basicamente o profissional que entende as necessidades do negócio e descobre tecnologias adequadas a essas demandas. Ele tem como objetivo abolir silos, melhorando os modelos de colaboração e alinhando a TI aos negócios. Além disso, deve traduzir o ‘tecniquês’ em uma linguagem compreensível para toda a corporação.

Todas essas atribuições não deveriam ser do CIO? Não, de acordo com Alok Kumar, CIO da Reliance Infosolutions – provedora de serviços norte-americana. Se, hoje, as organizações de grande porte têm centenas de bases de dados e muitos silos, ele analisa: “é o próprio CIO que criou esse cenário. Assim, existe a necessidade de que alguém do time dele corrija isso.”

Kumar conta que essa realidade levou a Reliance a contratar um arquiteto profissional em meados de 2007. De acordo com o executivo, na época, existia a necessidade de trabalhar com uma arquitetura que fosse mais robusta e escalável, mesmo com múltiplos departamentos e equipes.

Além dessas responsabilidades, o novo arquiteto foi alocado para analisar o hardware e a base de dados em uso, bem como as aplicações, com o intuito de garantir o máximo de eficiência para os casos de necessidade de atualização ou de incorporar novas funcionalidades. “A idéia foi garantir que todo o sistema fosse flexível”, reforça Kumar, citando que isso também facilita a criação ou a compra de novos aplicativos.

Apenas um ano depois da contratação, por conta do cenário de crise econômica, a Reliance decidiu dispensar seu arquiteto. "Existem pessoas que não agregam valor em momentos de emergência. Eles conseguem melhorar as coisas, mas não olham para as questões que, normalmente, são cruciais para a organização em períodos de crise”, cita o CIO.

Outro motivo para a companhia optar por abrir mão do arquiteto foi a dificuldade de provar o retorno sobre o investimento que esse profissional poderia trazer para a companhia. “É difícil para um enterprise architect mostrar o trabalho dele para quem define o destino dos investimentos e que tem pouco entendimento da TI”, cita Kumar, que complementa: “Na crise, as empresas pensam apenas em resultados e vão perguntar ao arquiteto o que ele faz? E a resposta vai ser: ele cria diagramas.”

Mesmo com todos os problemas para justificar a contratação de um arquiteto profissional, o CIO da Reliance acredita que essa figura é indispensável para o bom trabalho da TI em organizações que trabalham com muito desenvolvimento ‘in house’.

“Os arquitetos são uma boa escolha quando existem diversos sistemas, dados e regulamentações”, conclui Kumar, citando que o salário de um bom profissional nessa área começa em US$ 69 mil por ano.




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