Desde que teve início a crise econômica, muitos CIOs parecem ter esquecido a premissa - verdadeira, por sinal - de que as instabilidades geram desafios, mas também boas oportunidades para empresas e profissionais.
O momento não deve ser de redução total de custos e, sim, de investimentos certeiros, que podem definir o futuro da companhia. Porém, esse pode não ser um argumento completo para que os executivos de TI consigam a liberação de budgets para seus projetos e, por isso, seguem quatro dicas para convencer o board da importância de buscar a inovação, por conta da crise:
1. É preciso reduzir custos mais do que em qualquer outra época. Em circunstâncias normais, o corte de 5% nas despesas é suficiente, mas atualmente as companhias têm como objetivo diminuir seus gastos em até 30%. Para tanto, torna-se necessário que a TI crie mecanismos que gerem melhorias em produtos ou processos. Esse argumento pode ser um bom caminho para que o CIO consiga o orçamento necessário para a implementação de iniciativas inovadoras na companhia.
2. Empresas precisam ser mais assertivas no que diz respeito à criação de valor agregado de seus produtos ou serviços. Com equipes menores e mais necessidade de aumentar market share e conquistar novos consumidores, os executivos de TI precisam otimizar os níveis de inovação por membro de suas equipes e isso só se dá com investimentos em políticas que estimulem os comportamentos inovadores.
3. Pressões regulatórias devem ser supridas de modo a tonar seus efeitos vantagens competitivas ao negócio. As normas aplicadas a cada tipo de atuação obrigam gestores de TI a alocar cada vez mais profissionais a essas tarefas e, sem políticas inovadoras que aumentem o desempenho de tais funcionários, será impossível diminuir times e, ao mesmo tempo, cumprir as demandas de compliance.
4. Uma hora a crise vai passar e as empresas deverão estar preparadas para a retomada da economia mundial e o aumento de demandas de negócio. Assim, a busca pela inovação agora pode ser um passo para que a companhia consiga se diferenciar das outras no momento da volta da estabilidade financeira mundial.
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