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Gestão

Corte custos sem matar o negócio

Especialistas lembram que, durante a última grande crise, muitas empresas erraram ao terceirizar todas as atividades de TI com terceiros e esquecendo de manter uma equipe especializada internamente

Bruce McCracken, da CIO USA

Publicada em 09 de março de 2009 às 08h00

Quando a tempestade passou, depois da bolha da internet – vivida em 2001 –, algumas empresas conseguiram aumentar seu market share por conta de concorrentes que tomaram decisões erradas durante o período de turbulências. Em um esforço para adaptar-se à crise, muitas organizações implementaram cortes e, sem perceber, sacrificaram seu próprio futuro.

O que isso nos ensina para esse atual momento de crise? Que as empresas não podem errar na hora de fazer uma análise cautelosa de quais os custos podem, ou não, ser reduzidos. Além disso, esse mapeamento ajuda a identificar os profissionais essenciais e que precisam ser mantidos durante a fase de turbulência.

Em vez de sair cortando os maiores salários, as organizações deveriam examinar atentamente suas operações e realizar uma análise do que vale apena reduzir ou, ainda, terceirizar o que não vai impactar no futuro. “Não pode ser um movimento apenas para responder aos problemas econômicos, necessita envolver um pensamento de longo prazo”, define Jennifer Daniell Blissent, analista sênior de gestão de produtos de tecnologia e marketing da Forrester.

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“Se você faz cortes no board, corre o risco de jogar fora capacidades que serão importantes quando acabar a recessão”, acrescenta Chris Curran, CTO da consultoria Diamond Management & Technology Consultants.

Caminho da terceirização

Na área de TI, uma alternativa para reduzir custos em curto prazo passa pelo outsourcing de algumas atividades. “Companhias que concentram suas principais competências e, de forma cuidadosa, passam outras funções para fornecedores conseguem economizar em curto prazo”, nota Phil Fersht, diretor de pesquisa de serviços globais e outsourcing da AMR Research.

Chris Curran, no entanto, destaca que para gerenciar contratos com terceiros é essencial que a corporação mantenha um grupo de especialistas em TI interno. “O que estava acontecendo na primeira onda do outsourcing é que as companhias deixavam os fornecedores fazerem tudo”, considera o CTO. “As organizações estavam abrindo mão de todos os skills que sempre foram o core da tecnologia da informação: gestão de projetos, análise de negócios e de requerimentos, arquitetura e garantia de qualidade”, acrescenta o especialista.

Na mesma linha, Belissent considera essencial ter certeza de que a corporação manteve um gestor de projetos internamente. Opinião compartilhada por Fersht, que avalia: “Empresas inteligentes vão conseguir sair desse problema econômico mais ágeis e competitivas. E o parceiro de serviços certo pode até ajudar as corporações a crescer suas operações de forma global.”

   

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