Uma análise, realizada pelo Conselho de
Segurança para Inovação nos Negócios e pela RSA, aponta cinco caminhos para
que os profissionais de tecnologia consigam manter os investimentos em
segurança, apesar do cenário de crise internacional.
O relatório foi feito com base
em debates de profissionais como Anish Bhimani, diretor de risco e segurança do
JP Morgan Chase; Bill Boni, vice-presidente de segurança da Motorola; Dave
Cullinane, CSO do eBay; Renee Guttmann, vice-presidente de segurança da Time
Warner, entre outros. Os interessados podem baixar o material
completo (em inglês e pdf).
Roberto Regente, executivo responsável na RSA pela região da
América Latina e Caribe, garante que a crise não está trazendo conseqüências
específicas para o setor de segurança. “Vimos aumento nos critérios de
exigência para novos projetos. Os clientes estão precisando justificar melhor
investimento e garantir a colaboração do provedor para ver se está gastando de
maneira eficiente”, disse.
Ele acredita que o profissional de segurança precisa
“ampliar o horizonte da sua estratégia”. “Desenvolver rede de contatos na
empresa fora da tecnologia, buscando área de negócios. Precisa aprender muito
mais o negócio do teu cliente interno – casamento perfeito entre sugestão de
projeto e demanda”, aconselha.
Confira as dicas da divisão de
segurança da EMC:
1 - Priorize investimentos pensando em custo/benefício
De acordo com o Conselho de
Segurança para Inovação nos Negócios, os profissionais de segurança precisam aprender
a priorizar. “Pressões orçamentárias e sobre o pessoal estão combinadas com
maior regulamentação e mais ameaças. Saber o que priorizar é chave”, diz o
relatório.
2 - Desenvolva as habilidades corretas e tenha as pessoas certas no
time
A crise gera, ao mesmo tempo, impossibilidade
de contratação de novos profissionais além de demissões em segurança. O Conselho
afirma que os profissionais de segurança precisam pensar em termos de
custo/benefício e conhecer o negócio. Para o gestor de segurança, o Conselho prega
cuidado. “Escolher a pessoa errada pode custar caro”, aponta.
3 - Crie processos padronizados que possam ser repetidos
A maioria das organizações
possui oportunidades de racionalizar processos e ganhar economia de escala. Os
participantes do Conselho afirmam que os profissionais de segurança devem adicionar
a segurança dentro dos processos mais importantes para os negócios da
organização e derrubar os custos isolados de segurança.
4 - Cria uma estratégia otimizada de custos compartilhados
Os custos de segurança, aponta
o Conselho, devem atender as necessidades da empresa. Tais custos, independente
da maneira que são contabilizados, devem ser tratados com transparência e
responsabilidade. A melhor maneira para compartilhar custos de segurança será
determinada em debates da área de negócios com os profissionais de defesa.
5 - Terceirize e faça a automatização com sabedoria
O uso da tecnologia para
automatizar processos manuais e a terceirização de algumas fases de segurança pode
gerar redução de custos e mais eficiência, mas é importante planejar e
gerenciar esses esforços com cuidado. O conselho destaca, contudo, que a
tecnologia não é a solução de todos os problemas.
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