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Gestão

Como manter os investimentos em segurança na crise

Relatório da RSA indica os passos para que os profissionais de TI evitem cortes nos investimentos relacionados ao tema

Vinicius Cherobino, editor assistente do COMPUTERWORLD

Publicada em 16 de fevereiro de 2009 às 10h18

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Uma análise, realizada pelo Conselho de Segurança para Inovação nos Negócios e pela RSA, aponta cinco caminhos para que os profissionais de tecnologia consigam manter os investimentos em segurança, apesar do cenário de crise internacional.

O relatório foi feito com base em debates de profissionais como Anish Bhimani, diretor de risco e segurança do JP Morgan Chase; Bill Boni, vice-presidente de segurança da Motorola; Dave Cullinane, CSO do eBay; Renee Guttmann, vice-presidente de segurança da Time Warner, entre outros. Os interessados podem baixar o material completo (em inglês e pdf).

Roberto Regente, executivo responsável na RSA pela região da América Latina e Caribe, garante que a crise não está trazendo conseqüências específicas para o setor de segurança. “Vimos aumento nos critérios de exigência para novos projetos. Os clientes estão precisando justificar melhor investimento e garantir a colaboração do provedor para ver se está gastando de maneira eficiente”, disse.

Ele acredita que o profissional de segurança precisa “ampliar o horizonte da sua estratégia”. “Desenvolver rede de contatos na empresa fora da tecnologia, buscando área de negócios. Precisa aprender muito mais o negócio do teu cliente interno – casamento perfeito entre sugestão de projeto e demanda”, aconselha.

Confira as dicas da divisão de segurança da EMC:

1 - Priorize investimentos pensando em custo/benefício
De acordo com o Conselho de Segurança para Inovação nos Negócios, os profissionais de segurança precisam aprender a priorizar. “Pressões orçamentárias e sobre o pessoal estão combinadas com maior regulamentação e mais ameaças. Saber o que priorizar é chave”, diz o relatório.

2 - Desenvolva as habilidades corretas e tenha as pessoas certas no time
A crise gera, ao mesmo tempo, impossibilidade de contratação de novos profissionais além de demissões em segurança. O Conselho afirma que os profissionais de segurança precisam pensar em termos de custo/benefício e conhecer o negócio. Para o gestor de segurança, o Conselho prega cuidado. “Escolher a pessoa errada pode custar caro”, aponta.

3 - Crie processos padronizados que possam ser repetidos
A maioria das organizações possui oportunidades de racionalizar processos e ganhar economia de escala. Os participantes do Conselho afirmam que os profissionais de segurança devem adicionar a segurança dentro dos processos mais importantes para os negócios da organização e derrubar os custos isolados de segurança. 

4 - Cria uma estratégia otimizada de custos compartilhados
Os custos de segurança, aponta o Conselho, devem atender as necessidades da empresa. Tais custos, independente da maneira que são contabilizados, devem ser tratados com transparência e responsabilidade. A melhor maneira para compartilhar custos de segurança será determinada em debates da área de negócios com os profissionais de defesa.

5 - Terceirize e faça a automatização com sabedoria
O uso da tecnologia para automatizar processos manuais e a terceirização de algumas fases de segurança pode gerar redução de custos e mais eficiência, mas é importante planejar e gerenciar esses esforços com cuidado. O conselho destaca, contudo, que a tecnologia não é a solução de todos os problemas.

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