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Gestão

TRF de São Paulo adota virtualização de servidores

Com nova estrutura, o tribunal substitui mais de cem máquinas por nove servidores físicos – baseados em chassis blade - que rodam 55 servidores virtuais

Redação do COMPUTERWORLD

Publicada em 02 de fevereiro de 2009 às 09h10

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O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região de São Paulo acaba de virtualizar seu parque de servidores. A nova estrutura da instituição roda em 2007 oito chassis blade, com capacidade de 14 lâminas cada. Hoje são nove servidores físicos, cada um com 16 GB de memória e 8 núcleos de processamento, rodando um total de 55 servidores virtuais. Esse equipamento será base para a montagem de dois sites em contingência, com quatro chassis em cada um, conectados por fibra óptica, um na sede do TRF e outro em um prédio próximo.

A mudança foi ocasionada pela necessidade cada vez maior de novos servidores para oferta de mais serviços para o público externo e interno. Essa multiplicação de demandas gerou um aumento correspondente no número de máquinas utilizadas e o consequente aumento no consumo de energia, ocupação de espaço e demanda por refrigeração.

Segundo Marcos Aguiar, diretor da divisão de administração de rede do TRF 3ª Região, a Justiça Federal vive hoje um processo de modernização, com a adoção da digitalização em escala cada vez maior por parte de juízes, funcionários e usuários, o que tem elevado muito a demanda sobre a infra-estrutura.

Aguiar lembra que o acúmulo de novos serviços levou à multiplicação de equipamentos nas instalações do TRF, que chegaram a oito racks, com mais de cem servidores. Eram máquinas de diversos tipos, configurações e com diversos sistemas operacionais.

Como a diversidade de máquinas e sistemas começava a se tornar crítica, a instituição decidiu adotar uma solução virtualizada. Eles decidiram começar a utilizar virtualização com o VMware Server, versão gratuita do software de virtualização da fornecedora. Segundo Aguiar, a disponibilidade dessa ferramenta gratuita foi essencial para experimentar a tecnologia: “É a semente da virtualização e com ele você já faz muitas coisas”, explica.

O TRF chegou a instalar sete VMware Server, com quatro ou cinco servidores virtuais em cada. Nesse momento, porém, as dificuldades de administração de hardware começaram a ser sentidas, já que as ferramentas gratuitas não dispõem dos recursos de administração de servidores virtuais que as soluções profissionais oferecem. “Precisávamos saber onde estava cada servidor e de recursos de balanceamento de carga, de redundância e de alta disponibilidade”, explica Aguiar.

Segundo Aguiar, a virtualização dos servidores, feita com o apoio da Strattus, ocorreu de forma tranqüila: em alguns cliques foram virtualizados vários servidores, inclusive serviços antigos que rodavam em Windows NT.

Hoje as máquinas estão em regime de alta disponibilidade, e se alguma delas falhar existe capacidade suficiente nas demais para manter os servidores em funcionamento, distribuindo-os entre as restantes. Com a virtualização e os novos equipamentos foi possível desativar máquinas, e os problemas de ar-condicionado estão sendo resolvidos. A administração dos servidores está concentrada em uma tela, onde se pode ver o consumo de memória, CPU e outros recursos. As máquinas que foram liberadas pela virtualização foram remanejadas para as 50 subseções no interior do Estado, o que também evita novas compras de equipamentos.
 
Segundo Aguiar, não foi difícil convencer seus técnicos a passarem a trabalhar em máquinas virtualizadas. “Curiosamente, às vezes temos maior desempenho em uma máquina virtual do que em uma máquina física”, diz.  Outra vantagem é a segurança na cópia e restauração das máquinas: “Em vez de fazer backup dos dados, fazemos backup da máquina toda”.

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