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Gestão

Três questões que precisam ser revistas nos acordos de outsourcing

No momento de crise, para alcançar a redução de custos e aumento da produtividade, CIOs devem rever seus contratos de terceirização, buscar a racionalização de portfólio e criar iniciativas para diminuir as taxas com processos e parcerias

Scott Staples*

Publicada em 29 de janeiro de 2009 às 15h14

Este ano deve marcar um período desafiador para os executivos de todo o mundo. Isso porque, por conta da crise econômica internacional, os profissionais vão ser desafiados por uma rotina de revisão de planejamentos e cortes de custos. No caso específico da área de TI, a adoção do modelo de terceirização de operações pode ser uma boa opção na busca pelo equilíbrio entre redução de despesas e melhoria na produtividade.

Assim, é tempo para que o CIO revise os contratos de outsourcing já firmados e avalie a formalização de outros. Entretanto, para que possam ganhar vantagens competitivas nesse momento de crise vale priorizar três iniciativas:

1 – Revisar a estrutura dos contratos firmados

Por não terem sido selados em tempos de instabilidade financeira, a maioria das parceiras de outsourcing soa ineficaz e ultrapassada. As empresas buscaram um provedor que pudesse realizar algumas tarefas, negociaram uma boa taxa de pagamento e nada mais. Como tais acordos já representavam economia de recursos para a companhia, requisitos como produtividade e nível de serviços não foram discutidos. Assim, formou-se uma parceira baseada em pessoas, preços e duração de contrato.

Em linhas gerais, esses acordos tradicionais são como um aluguel de imóvel: paga-se um montante de acordo com o tempo de utilização do serviço. Nesses documentos não há menções sobre incentivar produção, aumentar eficiência ou chegar mais rápido ao mercado – o que os torna essencialmente diferente das necessidades do negócio.

A questão é que muitos executivos não tiveram tal percepção no momento de formalizarem as parcerias. E estes quesitos, atualmente, podem ser a diferença entre os CIOs superarem as instabilidades ou sucumbirem à crise.

Para os gestores de TI que não se preocuparam com os resultados efetivos dos contratos de outsourcing, a sugestão é, rapidamente, rever os acordos para que eles não tenham um tempo de duração fixo, mas que dependam da satisfação do contratante para continuar, ou não. Assim, aumenta o nível de serviço prestado e a concorrência entre as prestadoras de tais serviços, gerando uma competição também em nível de preços.

2 – Racionalizar o portfólio

Muitas companhias adotaram o outsourcing por conta de duas ou três grandes prestadoras de serviços indianas, que apostavam pesado nas políticas de preço para atrair novos clientes. Atualmente, mais empresas de terceirização surgiram no mercado, com sedes em diversos países e diferentes formas de atuação. Isso dá ao CIO a possibilidade de buscar novos parceiros, com melhores ofertas e menores custos.

Além disso, com o cenário de hoje, o ideal é que os profissionais de TI busquem contratos com diferentes empresas – para que não fiquem reféns de uma parceira que pode vir abaixo por conta de problemas na prestação de serviços, falência ou aquisição do prestador.

Scott Staples, CEO da Mind Tree
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