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Gestão

Técnica versus estratégia: a história do CIO que atingiu o equilíbrio

Amir Normani, responsável pela TI de uma provedora de serviços, reorganizou os processos corporativos e integrou, efetivamente, a área de tecnologia com as estratégia do negócio

Rabia Garib, da CIO Paquistão

Publicada em 28 de janeiro de 2009 às 17h30

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O papel de um CIO dentro da estrutura corporativa é organizar processos e fazê-los funcionar para que tragam resultados palpáveis à companhia. O responsável pela TI deve ser a pessoa que entende a visão de negócio e usa ferramentas para que os objetivos estratégicos da empresa sejam alcançados.

Nesse contexto, a pergunta mais instigante, entretanto, é: qual a receita para que os responsáveis pela tecnologia tenham o conhecimento técnico necessário e consigam aplicá-los na administração da organização?

Apesar de não haver uma receita para essa pergunta, o CIO da Cybernet – provedora de serviços paquistanesa – Amir Normani, percorreu um caminho que pode servir de exemplo a muitos gestores.

Primeiramente, Normani alinhou sua equipe à consciência de que o core business da Cybernet é a tecnologia, em si. “Assim, o contínuo processo de desenvolvimento do mercado de dados em rede influencia diretamente nossa estratégia de atuação”, lembra o CIO.

Dentro dessa proposta, o executivo estabeleceu alguns fatores para o sucesso da companhia e que precisam ser trabalhado pela área de TI, em conjunto com as unidades de negócio. Segue lista de prioridades:

• Integração dos serviços oferecidos – conexão móvel e fixa, no caso – para elaboração de uma política de preços razoável à companhia e aos consumidores;

• Desenvolvimento de ações de marketing para reter clientes;

• Foco nos gerenciamento centralizado e integrado das áreas do negócio;

• Desenvolvimento de políticas de pré e pós vendas;

“Quando cheguei à Cybernet, todos os serviços e ferramentas de TI estavam em missão crítica. Além de organizá-los para que pudessem operar com eficiência, também adicionei soluções de segurança ao nosso portfólio. Essas foram as chaves para fazer com que voltássemos a competir com vantagens no mercado”, explica o CIO.

Além disso, a companhia passou a oferecer serviços terceirizados a seus clientes. “Continuamos focando em conexão e infraestrutura de redes, mas ganhamos espaço ao disponibilizarmos outsourcing de outras funcionalidades, pois mostrávamos ao consumidor que, assim como nós fizemos, ele deveria focar suas energias em seu core business”, conta Normani.

Para o executivo, a tecnologia é como a insulina para um diabético: “não funciona se não for um investimento contínuo”. Dessa forma, um dos trabalhos de Normani é esclarecer ao board e aos clientes que o ROI (retorno sobre investimento), muitas vezes, só aparece tempos depois da implementação do projeto e que não se pode cobrar um retorno imediato do CIO.

“Mais que aplicativos e soluções milagrosos, é preciso organização e alinhamento entre os membros do C-level", avalia Normani. Ele acrescenta: "É comum vermos uma empresa com problemas implementar um ERP ou CRM e esperar que esses sejam a solução do negócio. Enquanto os processos ‘manuais’ e os interesses das áreas empresariais não estiverem alinhados nenhuma ferramenta terá valor."

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