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Gestão

As lições que Linus Torvalds aprendeu sobre gestão de equipe

O criador do sistema operacional Linux revela como consegue manter motivado mais de mil desenvolvedores ao redor do mundo e dá dicas que podem ser replicadas pelos CIOs.

Steven Vaughan-Nichols, da CIO

Publicada em 28 de novembro de 2008 às 08h00

Linus Torvalds dispensa apresentações nos círculos de especialistas em código aberto (open source). Ele é o criador, a fonte de inspiração e o responsável pelo desenvolvimento do sistema operacional Linux.

Torvalds deu o pontapé inicial no Linux quando ainda estava na faculdade, em 1991. Desde então, o sistema serviu de base para o desenvolvimento de empresas com faturamentos milionários, como Oracle, Novell e Red Hat. Além disso, é utilizado em um leque de máquinas, que vão desde servidores pequenos e desktops domésticos, até grandes computadores da Bolsa de Valores de Nova York.

Apesar do sucesso, Torvalds continua a selecionar e gerenciar a equipe de mais de mil desenvolvedores ao redor do mundo, unidos apenas pela Linux Kernel Mailing List e pelo sistema de gerenciamento de código-fonte Git. O especialista arrebanha não só entusiastas em grandes empresas – como IBM, Intel e SGI –, mas também desenvolvedores ocasionais, que programam no porão de casa.

Como ele consegue manter todos motivados? E o que os CIOs podem aproveitar da sua experiência? Veja entrevista exclusiva na qual ele destaca os cinco pontos do sucesso:

Descubra pessoas em quem você possa confiar

Linus Torvalds – O princípio que me norteia é me empenhar muito para encontrar pessoas nas quais possa confiar e, depois, tentar sair do caminho delas o máximo possível. Não falo em confiança total, incondicional. Mas, se alguém é capaz de dominar um assunto, deve ser capaz de tomar todas as decisões diárias normais.

Seja confiável.

Torvalds – Da minha parte, procuro ser o mais confiável possível. E isso significa não surpreender as pessoas. Em outras palavras, não é uma confiança religiosa vaga, do tipo ‘tudo bem, amai-vos uns aos outros’. Significa que as pessoas conhecem minhas opiniões e minha postura em relação às coisas. Não precisam, necessariamente, gostar das coisas ou concordar com elas, mas, pelo menos, podem acreditar que sou confiável.

Seja honesto — às vezes, dolorosamente honesto

Torvalds – A propósito, faz parte do contexto não sentir vergonha de dizer indelicadezas ou demonstrar emoção. Prefiro insultar as pessoas por fazerem coisas imbecis e chamá-las assim [de imbecis] do que tentar ser educado e elas não entenderem minha real opinião em relação a algo.
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