Nenhum executivo do C-level, seja ele o CIO ou CFO, pretende investir no data center da sua própria empresa, especialmente durante períodos de turbulência econômica. Contudo, o funcionamento perfeito - ou mesmo adequado - desse tipo de ambiente não deve ser encarado como um luxo, mas, sim, como uma necessidade empresarial.
E há boas chances do data center de sua companhia não estar adequado ao que seria ideal. Na verdade, segundo um estudo realizado pela AFCOM Data Center Institute, nos Estados Unidos, 53% das empresas pretendem mudar ou expandir os atuais data center, nos próximos anos. E quase um terço das corporções vão precisar deslocar a infra-estrutura, ao passo que 45% esperam fazer grandes melhorias nas suas atuais instalações.
O que há de errado com os data centers? Eles são antigos, o que significa que não foram projetados para a alimentação de energia e a refrigeração necessárias na atualidade. Além disso, o TCO (custo total de propriedade) está aumentando de forma expressiva para a maioria das empresas; e as instalações - que há cinco anos eram as ideais -, muitas vezes, não suportam mais a crescente quantidade de dados a ser recolhidos, armazenados e processados.
Assim, as empresas que prentendem mudar, consolidar ou reformular os atuais data centers em curto e médio prazo precisam estar atentas a alguns pontos, voltados a garantir tanto a eficiência quanto a melhor relação custo-benefício. Mas, principalmente, devem ficar preocupadas em evitar os problemas mais comuns nesse tipo de operação.
O pesadelo do Oregon
Em 2004 o Estado do Oregon (Estados Unidos) lançou um projeto para consolidar os data centers de 12 agências estaduais e seus cerca de 1700 servidores em um único e novo local, baseado no padrão Tier 3. O objetivo era reduzir o número de equipamentos e sistemas operacionais - diminuindo assim hardware, licenças, gestão e custos -, conseguindo melhores acordos de nível de serviço, além de garantir uma melhor segurança de dados.
A instalação do novo ambiente foi concluída em janeiro de 2006 e envolveu US$ 20 milhões. Um ano depois, as informações de 11 agências foram migradas para o data center a um custo de US$ 43 milhões. Só com a realocação dos servidores foram gastos US$ 25 milhões, ou cerca de US$ 4 milhões por agência, um gasto espantoso.