
Cerca de 500 mil notas por dia, de qualquer valor, só podem corresponder a um montante grande de recursos. Essa é a realidade da M.Dias Branco ao enfrentar o complexo projeto de nota fiscal eletrônica: qualquer erro significa perdas significativas da receita ou multas de valor elevado.
Esse é o motivo pelo qual a companhia processadora de trigo optou por desenvolver internamente os sistemas que a adaptarão ao mundo do controle digital. A maior contribuinte do estado do Ceará tem até janeiro para concluir seu projeto de NF-e e a área de tecnologia da informação coordenada por Haroldo Nunes corre contra o tempo para deixar tudo pronto. “Vamos fazer com os nossos analistas, é mais seguro”, declara.
“A vantagem de terceirizar é evitar a curva de aprendizado, as pessoas que já implantaram em outras empresas, já passaram pelo aprendizado. Ao fazer em casa, acaba tendo que pagar o preço”, pondera o executivo. Mesmo assim, ele deslocou dois analistas de negócio - de uma equipe de doze - e uma das oito pessoas que trabalham na fábrica de softwares interna para se dedicarem exclusivamente ao projeto. Ainda assim, Nunes contará com o apoio da fornecedora de soluções fiscais, Mastersaf.
Para prevenir futuros (e caros) erros, Nunes trabalhou com as áreas de negócio na higienização do cadastro de clientes que hoje conta com 120 mil entradas. Foram três meses neste processo, com apoio de uma empresa contratada para fazer toda a validação. Agora, os dados serão devolvidos ao ERP Oracle.
Outro desafio é a necessidade de cuidados extras na geração dos arquivos a serem enviados para a Secretária da Fazenda. “Antes era possível retificar uma informação. Agora não, podemos receber autuação, o que pode implicar em valores altos. Temos que investir muito na consistência e fechamento antes da geração do arquivo. Para isso, é preciso antecipar prazos de validação e a TI é uma grande aliada na otimização de processos”, explica Nunes.
Para ele, a integração com o ERP é, ainda, uma grande barreira, mas já trabalha em sua superação. Nunes garante, “não há como estender prazos, nossa margem de erro são os finais de semana e feriado”.
Compartilhe:

As informações não param de chegar. Como tomar as melhores decisões?