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Gestão

Crise deve impulsionar SaaS e cloud computing no País

Para especialista, os canais precisam estar alinhados às demandas das corporações por redução de custos com TI e reavaliação dos atuais contratos de serviços

Tatiana Americano, da Channel World

Publicada em 24 de outubro de 2008 às 19h04

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A crise financeira mundial pode ser um acelerador do processo de amadurecimento dos mercados de software como serviço (SaaS) e de cloud computing (computação em nuvem), na opinião de Ronei Silva, sócio-diretor da TGT Consult. Isso porque, de acordo com o especialista, esse tipo de solução atende a duas principais exigências das empresas nesse cenário de instabilidade econômica: reduzir custos e melhorar a gestão do ambiente de TI.

"Na verdade, não acredito que o mercado brasileiro vai sentir um crescimento imediato das áreas de SaaS e cloud computing", contrapõe Silva, que acrescenta: "Mas o fato das empresas começarem a analisar esse tipo de solução tende a acelerar o amadurecimento desses dois mercados."

Em termos de projeções, Silva afirma que a crise financeira tende a fazer com que entre 2010 e 2011 os mercados de software como serviço e computação em nuvem alcancem números expressivos no Brasil. "Enquanto as projeções anteriores apontavam que isso deveria acontecer apenas em 2012", analisa o consultor.

Ainda segundo o sócio-diretor da TGT Consult, o cenário de crise também tende a estimular uma revisão dos orçamentos de TI de boa parte das empresas brasileiras. "E todos os projetos que não têm um retorno sobre o investimento em curtíssimo prazo devem ser postergados", ressalta o especialista, lembrando que isso afeta tanto os fornecedores de hardware como de software.

Outro efeito da instabilidade econômica, relata Silva, está no fato de que as empresas tendem a reavaliar os atuais contratos de serviços na área de TI, com o intuito de cortar despesas. Nesse sentido, o especialista aconselha que os canais precisam ser pró-ativos ao sugerir a reavaliação dos acordos. "Pois, quando a decisão de cortar os custos com um determinado projeto parte do cliente, a tendência é que a redução seja muito mais drástica", aconselha o especialista.


Saiba mais sobre o impacto da crise no canal de distribuição

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