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Gestão

Citrix vê potencial de negócios com cloud computing

Empresa enxerga grandes oportunidades por conta da proliferação de empresas que nascem com idéias, mas sem infra-estrutura de tecnologia

Marina Pita*

Publicada em 16 de outubro de 2008 às 16h45

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Assim como todas as grandes fornecedoras de TI, a Citrix se prepara e trilha seu caminho para o futuro – que todos imaginam que esteja na nuvem. A estratégia da companhia baseia-se em reforçar a parceria estratégica com fornecedoras de soluções de cloud computing e ajudá-los a oferecer para corporações, onde há oportunidade de venda de soluções para a entrega de aplicativos e muitas mais de revenda de serviços. Para isso a Citrix aposta em "seu grande portfólio de produtos de virtualização e entrega de aplicativos e na precificação de produtos baseada no consumo dos softwares de infra-estrutura", explica o CTO da empresa, Simon Crosby.

O executivo aponta outras áreas de oportunidades que a companhia pretende abocanhar: a de entrega de aplicativos ao usuário final em empresas que adquirem serviços na nuvem – como para oferecer mobilidade aos usuários – e a de gerenciamento de infra-estrutura interna. Para serviços via internet para consumidores, a Citrix criou uma área denominada Citrix Cloud Center. Para a entrega de cloud nas corporações, o Citrix Delivery Center.

De acordo com a visão de computação em nuvem da Citrix, ela está dividida basicamente em três fases. Na primeira, dos aplicativos como serviço, a companhia avalia que é uma tendência consolidada. Na segunda, da infra-estrutura de TI na cloud, empresas ainda estão receosas, mas há primeiras experiências. A terceira, de plataformas de aplicativos na web, ainda está emergindo.

Para Crosby, a Citrix já está muito bem posicionada na primeira fase. Ele justifica a afirmação citando que, hoje, "75% dos usuários corporativos de internet usam o NetScaler (http://www.brasoftware.com.br/vitrine.aspx?VitrineCodigo=184&FornecedorCodigo=131) todos os dias". E a empresa pretende expandir ainda mais suas garras para plataformas de aplicativos suportados pela nuvem.

O CTO acredita que, atualmente, ocorre a proliferação de empresas pequenas, mas com milhares de clientes, que inventaram um novo serviço suportado pela infra-estrutura de cloud computing – tal como a TimesMachine (http://timesmachine.nytimes.com/browser ), criada em apenas um dia e pelo custo de apenas US$ 240 e que necessitarão de produtos tais os que a Citrix oferece e os que está desenvolvendo. "São protótipos de novos modelos de negócio, sem qualquer infra-estrutura de TI e que começam pequeno, mas são escaláveis a nível global". Por fim, ele se diz muito otimista já que "as grandes empresas de cloud estão adotando produtos Citrix"

*Marina Pita viajou a Londres a convite da Citrix

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