Publicidade

Gestão

Na Ásia, crise financeira não afeta TI dos bancos

Estudo realizado pela IDC com instituições financeiras não detecta mudanças nos orçamentos de tecnologia na região

IDG News Service, Ásia

Publicada em 15 de outubro de 2008 às 19h10

  • Share

Os bancos da região Ásia-Pacífico continuarão mantendo seus investimentos em TI, apesar da crise financeira que afeta o setor. A constatação é resultado do Financial Insights (FI), estudo realizado pela IDC que ouviu 70 CIOs e executivos seniores de TI de instituições financeiras daquela região.

Os resultados mostram que a maioria dos respondentes (69%) ainda esperam que seus orçamentos de TI cresçam em 2009 em comparação a este ano. Por outro lado, 15% esperam quedas nos seus budgets e 16% acreditam que os valores continuarão os mesmos de 2008.

“Nós percebemos fortes projeções de crescimento, mas também notamos mudanças significativas nos projetos onde estes orçamentos serão investidos. Por exemplo, gerenciamento de custos é um dos itens que passou para o topo da agenda”, explica Michael Araneta, gerente de pesquisas do Financial Insights.

O analista disse que bancos regionais estão detalhando onde seus investimentos estão sendo feitos e procurando definir quais projetos de TI podem trazer benefícios mais imediatos. “O primeiro e mais simples recurso na direção do gerenciamento de custos é o corte de gastos, especialmente em telecomunicações e na contratação de novos profissionais”, disse.

Com este foco, mais projetos estão sendo direcionados à busca de sinergia de múltiplas tecnologias e áreas de negócios. Iniciativas de TI que garantam a disponibilidade e o desempenho das estruturas já existentes, por exemplo, serão áreas chave para os investimentos. Segundo Araneta, há um foco crescente na padronização de plataformas, segurança, sistemas de recuperação, sistemas de scoring de crédito e de análise de portfólio.

Para o analista, os fornecedores de TI têm que responder à crise indo de encontro às necessidades de gerenciamento de custos exigidas agora pelo mercado. As mudanças incluem a criação de contratos com preço fixo e na adoção de modelos de contrato de longo prazo.

Opinião do leitor
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar
Reportagens mais lidas