Em comum, os profissionais têm conselhos abertos para mudanças estruturais promovidas pela tecnologia e estão conscientes de seu papel no futuro da organização: têm pela frente a possibilidade de construir uma área de TI estratégica e, com ela, ganhar maior visibilidade.
Cardoso, da Gafisa, foi atraído pela visão apresentada pelo CFO de que a companhia estava aberta para incluir a área de TI no board nesse próximo ciclo. Na Zilor, o cargo de gestor de tecnologia passou e se reportar diretamente ao diretor-presidente pouco antes da chegada de Brigante.
Mas como nada sai de graça, esses profissionais – incluindo os que ainda não respondem ao CEO – têm de administrar uma pressão enorme por mudanças rápidas, decisões certeiras e desafiar culturas corporativas em transformação.
O primeiro passo Empresas em rápida expansão geralmente têm um mesmo problema em comum: a falta de infra-estrutura que a sustente. Avaliar quão deficitária e desenhar uma nova estrutura parece ser sempre o primeiro movimento dos CIOs. Marco Cardoso é categórico ao afirmar que, em breve, ele e sua equipe apresentarão uma solução para infra-estrutura da Gafisa.
A Jaguar Mining, por sua vez, deverá ter 90% de seu data center e dos sistemas de comunicação totalmente novos, assim como os demais componentes da infra-estrutura, que Braga irá inaugurar em meados de outubro. “Há uma grande expectativa de todos os funcionários para que isto aconteça”.
A estruturação dos fundamentos da TI, no entanto, teve de dividir a atenção com uma complexa iniciativa de revisão de processos – um projeto adiantado em seis meses em relação ao previsto porque Braga concluiu que o ritmo de crescimento engoliria a companhia caso nada fosse feito rapidamente.
O que poderia parecer má sorte de Braga torna-se regra ao se repetir nas demais empresas em crescimento. A
revisão de processos e, conseqüentemente, do
ERP deve estar na cabeça de todos que assumem uma empresa ganhando mercado.
Brigante, da Zilor, lembra que, felizmente, o ambiente na empresa era receptivo às mudanças. “A alteração do formato da TI coincidiu com a transformação do grupo, que tinha como objetivo adotar um novo modelo de gestão em processos. Ou seja, havia carência e demanda por grandes transformações. Acabei encontrando um ambiente propício e pessoas ansiosas por isto”, lembra.
Logo de cara, Brigante teve que tocar três grandes projetos. A migração do ambiente SAP da versão 4.7 para a 6.0 foi um deles, que veio acompanhado do redesenho de processos de negócio para uma cultura orientada a serviços.
Também foi implantada uma plataforma de
CRM, para suportar o relacionamento com os clientes, e um portal corporativo que contém painéis com indicadores de eficiência de processos e industriais, para permitir um acompanhamento mais detalhado da gestão dos negócios.
Da mesma maneira, Marco Cardoso entra na Gafisa justamente durante o go live da implantação do SAP na companhia. “Agora há toda aquela fase de estabelecimento da cultura e estabilidade da solução, além da fase de implementação de
SOX”, comenta, sem revelar mais detalhes.
A voz da experiênciaA Suzano Papel e Celulose e o Grupo Votorantim não são exatamente estreantes do crescimento, nem o são os respectivos CIOs, José Carlos Costa e Fabio Faria.