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CIOs em ritmo acelerado

Empresas crescem como não ocorria há muito e contratam CIOs, como Wellington Brigante, para responder às demandas e encarar os desafios do novo momento

Marina Pita, CIO

Publicada em 23 de setembro de 2008 às 19h47


O Produto Interno Bruto brasileiro no terceiro trimestre do ano cresceu 5,7% em relação ao ano passado. Desde 1986 o País não apresentava uma variação dessa magnitude. O bom momento da economia acentua-se ainda mais em algumas verticais, como construção civil, indústria sucroalcooleira, de papel e celulose, de mineração e automobilística. Mas, enquanto economistas e empresários comemoram a fase de expansão, a vida de gestores de TI é jogada de pernas para o ar com a oferta de novos postos de trabalho – empresas em crescimento acelerado estão criando departamentos de TI – que exigem mais agilidade e dedicação do que nunca.

Marco Cardoso ainda se confunde ao abrir e fechar as portas da construtora Gafisa com seu crachá, não tem cartão de visitas, mal conhece sua equipe e tem três semanas para fechar o plano diretor de informática da empresa, um acordo feito no momento de sua entrevista para contratação, com o CFO.

A Gafisa é uma companhia com histórico de administração familiar, que se reestruturou, tem capital na Bolsa de Valores de São Paulo e de Nova Iorque e precisa transformar uma estrutura de TI incipiente em um departamento corporativo com foco no negócio. E Cardoso é o homem escolhido para a tarefa.

O começo da rotina de trabalho de Renato Braga na mineradora Jaguar Mining não foi muito diferente. A equipe de TI da empresa, que recentemente abriu capital, era composta por apenas dois técnicos quando Braga assumiu a missão de dirigir o processo de revisão da infra-estrutura e redesenhá-la; definir e estabelecer novas normas de segurança da informação e redesenhar os processos de negócio.

Para garantir o sucesso da empreitada, Braga contratou mais cinco pessoas, entre eles dois antigos prestadores de serviço e profissionais com perfis mais de especialistas.  Todos estão sendo treinados novamente. “Qualifiquei os funcionários que já tinha para atender necessidades específicas. Hoje, além de serem bons conhecedores de sistemas, precisam entender muito sobre projetos, normas de segurança, política de atendimento, ITIL, Cobit. Tudo contra o tempo curto para responder à demanda”, explica Braga.

A mudança de São Paulo para Lençóis, no interior do Estado, foi apenas uma das novidades na carreira de Wellington Brigante. CIO da Zillor há pouco menos de um ano e meio, ele assumiu a companhia em um momento de rápida expansão e diversificação dos negócios. A indústria de energia e alimentos fundada em 1946 iniciou suas atividades com a produção de açúcar e etanol; mais recentemente, iniciou a geração de energia elétrica limpa e renovável a partir da biomassa e criou ama unidade de negócios para a produção de ingredientes naturais destinados à alimentação humana e nutrição animal.

Brigante, diferente dos outros dois colegas, encontrou um departamento de TI maduro, mas que precisava ser reformatado. “Para sobreviver, uma empresa que comercializa commodities necessita de excelência operacional e de processos, já que a taxa de lucro é baixa. Além disso, por conta da recém-iniciada atuação em biotecnologia, a companhia passa a ter contato direto com clientes finais”, explica o CIO. Por esse motivo, a TI que atuava sob uma perspectiva de serviços compartilhados passou a ser orientada em processos, sob sua direção.



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