Publicidade

Gestão

SOA ainda não é uma realidade nos bancos brasileiros, diz IDC

Apenas 23% das grandes instituições já fizeram investimentos consideráveis no conceito, afirma empresa de pesquisas

Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

Publicada em 19 de agosto de 2008 às 20h57

Ao contrário dos bancos americanos e europeus, os brasileiros ainda não estão migrando para a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA). De acordo com Mauro Peres, diretor de consultoria da IDC, apenas 23% das grandes instituições financeiras já começaram a investir no conceito.

Em 2008, afirma Peres, cerca de 20% dos maiores bancos do País vão começar projetos este ano, 30% em 2009 e 2010 e 18% não chegaram a pensar nisso até o momento. “Muitas instituições já investiram na revisão de suas arquiteturas há menos de cinco anos. No momento, a maioria ainda faz testes com o SOA”, justifica o diretor.

Jeanne Capachin, vice-presidente de pesquisas da empresa, conta que, especialmente na Europa, a situação é bem diferente. “Os grandes bancos europeus foram forçados a investir por conta de regulamentações, como Basiléia II”, explica Jeanne.

Nos Estados Unidos os investimentos também estão em fase avançada, mas a motivação das empresas está na troca dos sistemas comprados de terceiros — ao contrário dos brasileiros, os bancos americanos utilizam muitas soluções “empacotadas”.

Os dados foram extraídos de uma pesquisa feita com 44 bancos e 35 seguradoras. Segundo o estudo, em 2008 as instituições financeiras latino-americanas vão investir 8,6 bilhões de dólares em TI (os números não incluem gastos com telecomunicações e automação bancária).

Mais da metade (54%) do montante é de responsabilidade dos bancos brasileiros. O número representa um crescimento de 9,6% no orçamento das instituições em comparação a 2007.

Para os grandes bancos, as prioridades são a consolidação de servidores, o que inclui virtualização, e contingência e disponibilidade. “Muitos bancos estão procurando tirar os servidores das agências. Com isso, investem em aumentar seus links de comunicação de dados”, afirma Peres.

Em relação à contingência, o diretor explica que não se trata mais de investir em infra-estrutura, mas sim na revisão dos processos.

TI em Foco

Ferramentas Analíticas

As informações não param de chegar. Como tomar as melhores decisões?

Clique para assistir CIO IBM
Reportagens mais lidas