Menos polêmico do que se esperava, Nicholas Carr abriu o Interop São Paulo com a apresentação “TI na era da computação em nuvem”, a qual procura mostrar os impactos do desenvolvimento das capacidades de processamento e de conectividade para os negócios das empresas.
O executivo, famoso pelo artigo “IT doesn’t matter”, publicado em 2003 na Harward Business Review, comparou mais uma vez a tecnologia à energia elétrica. Segundo ele, assim como a eletricidade promoveu diversas inovações quando tornou-se barata e disseminada, a cloud computing deve impulsionar a inovação corporativa. “A computação em nuvem é muito mais do que uma nova tecnologia. Significa a oportunidade de os departamentos de TI começarem a pensar em novos produtos e novas formas de fazer negócio”, prevê Carr.
A transformação, entretanto, depende de um processo de adaptação das organizações de TI, que deve acontecer ao longo dos próximos cinco a dez anos. “Nós, como indivíduos, naturalmente gravitamos em direção à computação em nuvem por ela ser mais simples e mais barata que o modelo tradicional”, aponta. “Ao longo do tempo, as empresas terão de ir para esse modelo também ou cairão na obsolescência.”
A mudança demanda, segundo Carr, a reengenharia da infra-estrutura de TI e uma nova forma de pensar as interfaces com os usuários. Além disso, ele destaca a necessidade de as empresas mudarem a forma como enxergam seus departamentos de tecnologia da informação, que terão de ser menos técnicos, menos controladores e menos dedicados à manutenção. Em sua visão, a computação em nuvem é a base para a inovação.
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