Virtualização seria mais fácil de explicar caso se tratasse apenas de consolidação de hardware. Ainda bem, para o seu negócio, que não é. O principal benefício da virtualização não é consolidação, mas ganho de agilidade e velocidade. Para chegar lá, você precisará tomar algumas medidas dolorosas. John Bennet da HP recentemente apontou uma verdade que muitos líderes de TI perdem diante do barulho da briga da Microsoft com a VMware: se você não prestar atenção em seu portfólio de aplicações, seu esforço de virtualização chegará a uma encruzilhada.
Não é bom o suficiente apenas organizar o número de servidores físicos no data center, diz Bennett, diretor global da HP, para soluções para transformação de dados. Você deve cortar a gordura do seu mix de aplicações também, garante.
Eu sei que as luzes vermelhas se acenderam para muitos de vocês. Atravessar a linha das aplicações de negócio? É um projeto perigoso e complexo que muitos executivos evitarão por conta de problemas políticos. Simplesmente consolidar as aplicações em uso em um número menor de servidores físicos parece mais seguro.
Mas faça essa escolha e estará enganando a si mesmo e ao negócio, diz Bennett.
“Considere o que você poderia fazer se fizesse um projeto de modernização das aplicações antes da virtualização”, afirma Bennett. “É aí que encontrará resultados múltiplos”, complementa.
“Obviamente é difícil”, acrescenta Benettt. De fato, Muitos dos líderes de TI entendem a necessidade de se livrar de velhas aplicações que requerem conhecimento específico da equipe, e geralmente, caixas especiais com baixa taxa de utilização.
Mas organizar o portfólio de aplicações pode ser tornar complicado e confuso facilmente. Talvez essa seja uma razão para que apenas uma pequena porção dos CIOs com quem falei sobre o assunto no passado realmente fizeram isso como parte do esforço. (A outra razão: muito ficam tão empolgados com os benefícios da consolidação durante a primeira grande onda de virtualização, que quiseram entrar nessa rápido para mostrar serviços ao negócio. Com essa vitória nas costas, talvez tenham agora mais condições de tocar naquelas aplicações horríveis.)
CIOs que olham para o futuro sabem que o mix de aplicações precisa ser refinado para o bem da eficiência. Quem quer carregar os custos de aplicações que raramente são usadas ou que deveriam ter sido excluídas anos atrás?
A CIO da Alcatel Lucent, Elisabeth Hackenson, incluiu a limpeza do portfólio de aplicativos como parte de sua modernização do data center da companhia. Consolidação de aplicações é mais complicado que o resto, mas absolutamente necessário para ir de encontro às metas de negócio. Hackenson e seu time ainda estão no processo de consolidação das cerca de 1,3 mil aplicações; ela gostaria de baixar esse número para 500 ou 600.
“Nem todos os líderes de TI são fortes o suficiente para enfrentarem o desafio”, diz Bennett. “Mas se você quer implementar um data center de nova geração, isso é algo que precisará para ir adiante”.
Obviamente, a HP tem seus interesses aqui já que ganha dinheiro ajudando os grupos de TI (incluindo a Alcatel-Lucent) a fazer esse tipo de coisa.
Mas a HP, conforme meu colega Kevin Fogarty notou, tem uma visão bastante realista da virtualização de seus clientes agora. Afinal de contas, está vendendo servidores blade e ferramentas de gerenciamento para consultores que tocam projetos desse tipo. Eu acho que o Bennett tem razão. Você encontrará um muro se construir seu belo data center mas ignorar que tem um mix de aplicações horrível.
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