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Gestão

Os princípios da gestão e desenvolvimento ágil

Executivo da Borland apresenta o que para ele são os pontos-chave para a construção de um escritório de projetos ágil

Marina Pita

Publicada em 01 de julho de 2008 às 23h32

A falta de comunicação é um dos principais problemas de um projeto. Somado a isso, a necessidade de manter os requisitos praticamente imutáveis até sua conclusão criam um monstro, já que nenhum negócio permanece estanque enquanto algo é desenvolvido por longos períodos que passam de anos. É basicamente isso que pregam os defensores do desenvolvimento ágil, tal como  Pete Dupre, ex-CEO da TeraQuest que hoje responde pela área de sistemas globais da Borland. O executivo esteve no Brasil na semana passada para participar de um workshop da companhia sobre o assunto e apresentou  os principais elementos do desenvolvimento ágil.

Ele explica que não é possível "implantar" esse método - que defende ser tão benéfico para as áreas de TI - só é possível "construir" o desenvolvimento ágil por meio de uma mudança cultural. Você não o obtém seguindo apenas uma receita de bolo. Antes é preciso aceitar que, no começo, haverá um período de confusão provocada pela mudança de modelo de gestão. No intuito de explicar a aqueles que não conhecem o método tão a fundo, Dupre apresentou uma pequena lista de princípios chave para qualquer um que pretenda inovar na gestão de TI e implantar o desenvolvimento ágil.

O primeiro ponto para garantir o sucesso nessa empreitada é ter o envolvimento ativo de usuários com a presença de um executivo sênior que represente o conjunto. Ele deve ser envolvido em todo o processo e não só na definição dos requisitos.

Em segundo lugar lugar, algo muito frisado por Dupre: a necessidade de delegar poder à equipe do projeto. "Eles devem ser encorajados a tomarem decisões sabendo que é de responsabilidade deles a entrega do projeto. As interferências somente prejudicam o andamento à medida que são disruptivas e reduzem a motivação", assinala Dupre.

O executivo aponta ainda que uma equipe de desenvolvimento ágil não pode lutar contra mudanças - algo que apenas força os usuários a fazerem uma solicitação maior no início do projeto, com medo de serem impedidos de incluírem requisitos mais tarde tornando o desenvolvimento improdutivo.  Aliás, salienta o diretor da Borland, uma equipe de TI deve esperar que as mudanças ocorram e deve encará-las como algo positivo e natural.

A mudança cultural é brutal, defente Dupre, "agora não existe o certo e o errado, somente aquilo que funciona para você". Uma das formas de chegar a algo que funciona e que pode ser desenvolvido rapidamente é seguindo a regra do 80/20. A Borland defende que menos é o novo mais. "Uma pesquisa da Microsoft descobriu que os usuários do Word usam em média apenas 8% das funcionalidades do Word. Apenas 8%!", exemplifica o executivo.

Para saber se algo está funcionando ou não, o ciclo de testes e validações é realizado durante todo o ciclo de vida de gestão do projeto. O desenvolvimento ágil não tem uma fase de testes separada. Os desenvolvedores devem fazer testes automáticos repetidamente para validar os códigos.

Como tratar os requisitos na cultura ágil

Vamos começar pelo começo. Assim como as demais facetas do desenvolvimento ágil, o tratamento desejável para os requisitos parecem simples, começando com sua compreensão.  "Os  requisitos são claramente  comunicados e compreendidos", afirma Dupre.  Para isso, eles devem ser esclarecidos diariamente e requisitos emergentes devem entrar  na agenda do projeto.


Dupre conclui sua apresentação explicando que muitas companhias que optaram pelo desenvolvimento ágil têm conseguido boa resposta na busca de talentos porque muitos jovens da área de TI estão em busca de trabalho em empresas inovadoras e ousadas. E você? Já pensou na sua estratégia de desenvolvimento de projetos?






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