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Gestão

Analistas de negócio valem ouro

Estudo da Forrester aponta a valorização desses profissionais e ensina os CIOs a prepará-los para o futuro

CIO

Publicada em 19 de maio de 2008 às 19h14

Por duas décadas, o CIO foi visto como o elo central entre as funções de negócio e tecnologia. Embora esta talvez seja a percepção exata da sala da diretoria, nos bastidores os analistas de negócio são os encarregados de fazer essa ligação ao elaborar os business cases para desenvolvimento de projetos de TI, suavizando as relações entre concorrentes e impulsionando projetos.

Um novo relatório da Forrester Research aponta uma realidade menos precisa do que esta descrição. O cargo de analista de negócio varia de acordo com a organização e a linha divisória entre funções puramente de negócio e de TI se desfez. Uma coisa é clara: a maioria dos analistas de negócio bem-sucedidos mescla o temperamento e a habilidade de comunicação de um diplomata com o talento analítico de um oficial do serviço secreto. E os analistas de negócio, hoje, valem ouro.

O abrangente relatório de abril de 2008, realizado por Carey Schwaber e Rob Karel, analistas da Forrester, proporciona um entendimento melhor deste papel crucial, mas bastante indefinido. “Todo mundo concorda com a importância do papel do analista de negócio, porém pouca gente sabe exatamente o que faz um profissional como esse.”

Segundo a pesquisa, um analista de negócio do século 21 é um elo, uma ponte, um diplomata que equilibra a freqüente discrepância entre a oferta de recursos de TI e as demandas do negócio. A Forrester descobriu que os analistas de negócio mais bem-sucedidos foram aqueles que conseguiram “comunicar, facilitar e analisar”.

Alguns cargos de analista de negócio pendem mais para funções como operações, marketing, finanças ou engenharia. Outros analistas parecem se enquadrar melhor em postos mais voltados para TI, como em grupos de aplicativos e arquitetura ou em escritórios de projetos. Para os analistas da Forrester, porém, poucas pessoas são capazes de oferecer uma definição padronizada (com conjuntos típicos de habilidades, métodos de treinamento apropriados e carreira profissional) para o cargo.

Para entender melhor a função, a Forrester entrevistou 338 profissionais que estão ou não em atividade e analisou mais de 29 mil postos de trabalho. No momento, existem “muitos tipos diferentes de analistas de negócio, cada um nativo de um silo específico na corporação e focado em abordar os fatores mais críticos dentro deste silo”, escrevem Schwaber e Karel no relatório.

Analista de “tecnologia do negócio”: o melhor amigo do CIO
Os analistas da Forrester também descobriram que, como acontece com muitos papéis intensivos de tecnologia nas empresas, a linha entre um analista de negócio e um analista de TI esmaeceu. As águas estão ainda mais turvas porque as demandas por TI da parte do negócio (consolidação de sistemas ERP ou implementações de data warehouse corporativo, por exemplo) abrangem não só diferentes departamentos, mas empresas inteiras. Além disso, metodologias de tecnologia mais recentes, como arquitetura orientada a serviço (SOA, na sigla em inglês), requerem um conhecimento profundo de negócio e de TI, bem como muita atenção a condições de negócio que mudam.

Assim, surge mais uma questão relacionada a esse tipo de profissional. Onde se encaixaria um analista de negócio em um organograma — negócio ou TI? Segundo Schwaber e Karel, distinguir entre espécies de analista de negócio faz sentido teoricamente, mas, na prática, as tendências tanto de negócio quanto de TI estão obrigando-os a assumir responsabilidades fora dos silos onde se sentem confortáveis.
A fusão definitiva do analista orientado ao negócio com o analista orientado à TI é o que Schwaber e Karel denominam “analista de tecnologia do negócio”. E o indivíduo nesta função pode ser não apenas um trunfo do CIO e do departamento de TI, mas também um elo corporativo mais bem preparado.

Estes novos analistas de tecnologia do negócio “são fundamentais para tornar realidade aplicativos de negócio dinâmicos ao acelerar a velocidade com que eles podem ser alterados e garantir o engajamento do usuário nestas mudanças”, escrevem Schwaber e Karel. O analista de BT (business technology), como é chamado, possui um mix de know-how de negócio e operacional e alto grau de conhecimento tecnológico.

Thomas Wailgum, CIO
TI em Foco

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