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Gestão

Gastos com TI devem cair

Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que medo da recessão fará com que empresas congelem ou reduzam seus investimentos em tecnologia no segundo semestre

IDG News Service

Publicada em 20 de fevereiro de 2008 às 12h00

Uma pesquisa realizada pela norte-americana ChangeWave Research aponta que os investimentos em TI devem cair a partir do segundo semestre. O estudo aponta que 23% das empresas participantes devem reduzir ou congelar seus investimentos em TI por medo de uma recessão na economia norte-americana.

A ChangeWave conduziu a pesquisa entre os dias 11 e 15 de fevereiro, ouvindo 2.013 profissionais envolvidos com os orçamentos de TI de suas organizações. A grande maioria dos participantes era dos Estados Unidos, sendo 7% do Canadá e um parcela inda menor de outros paÍses.

Apenas 15% das empresas afirmaram que seus gastos com TI vão aumentar no segundo semestre deste ano, o que representou uma queda de nove pontos percentuais em relação à edição da pesquisa realizada em novembro. E as quedas não param por aí: apenas 10% das companhias reconheceram que seus gastos no primeiro trimestre deste ano foram maiores que o planejado, contra 17% na edição anterior. Por outro lado, 27% dos respondentes disseram ter gasto menos que o planejado no período, contra 24% em novembro.

Enquanto isso, 43% das companhias dizem ter sinal verde para seus investimentos no segundo trimestre, desde que as condições da economia permaneçam normais. Este número é menor que os 52% apresentados na última edição da pesquisa e, segundo a ChangeWave, é o mais baixo apresentado nos últimos quatro anos.

“Estes números ainda não representam o fim do mundo. Os investimentos estão caindo, mas isso não significa que não existam setores onde as coisas estejam correndo bem”, avalia Paul Carton, diretor de pesquisa da ChangeWave. Além disso, o analista afirma que um aumento nos gastos de usuários domésticos pode equilibrar a balança, mesmo que os gastos corporativos diminuam. “Encontramos uma mudança nas métricas: os gastos dos usuários representam dois terços e as empresas ficam com um terço”.

Chris Kanaracus, IDG News Service (EUA)
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