Até recentemente, muitas organizações não tinham de pensar na infra-estrutura do data center mais de uma vez em cada década. Contanto que houvesse espaço suficiente para abrigar o novo rack de servidores, as necessidades de energia e refrigeração se resolveriam por conta própria. Mas esses tempos estão ficando para trás à medida que aumenta a demanda por potência de computação e, conseqüentemente, por fornecimento de energia.
De acordo com a empresa de pesquisa IDC, a infra-estrutura de suporte necessária para acomodar e operar servidores só vem atrás do preço do sistema dentre as preocupações dos gerentes de data center. Steve Conway, vice-presidente de pesquisa de computação de alto-desempenho do IDC, diz que “esta preocupação ocupava a 12a posição apenas três a quatro anos atrás, o que significa que não chegava a ser realmente uma preocupação”.
Esta mudança de prioridade reflete as transformações em tecnologia e um forte aumento da demanda por potência de processamento. Virtualização e processadores multicore estão permitindo que muito mais potência seja colocada em uma área muito menor. E empresas de todos os tipos estão se apoiando em computação conectada para processos de negócio core, o que as leva a pôr ainda mais racks de computadores nos data centers existentes. O Gartner prevê que, em 2008, metade dos data centers de todo o mundo não terão a infra-estrutura necessária para suprir os requisitos de energia e refrigeração do equipamento de alta densidade mais avançado.
Com estas mudanças, gerentes de data centers estão enfrentando problemas que gerentes de centros de supercomputação científica e técnica high-end, como eu, enfrentam há décadas: posicionar adequadamente o equipamento de suporte da infra-estrutura, otimizar a refrigeração para altas densidades de racks de servidores, equilibrar a eficiência do data center com as necessidades do negócio e rastrear todos os pequenos detalhes que podem levar ao sucesso ou fracasso de uma implementação.
O data center no qual trabalho, um centro de supercomputação do Departamento de Defesa localizado no Army Engineer Research and Development Center (ERDC), está em meio a uma iniciativa de dois anos para reformular totalmente a infra-estrutura. Projetar um novo data center ou reformar um antigo é um processo complexo, mas com as seis idéias abaixo — testadas em nossas experiências no decorrer da década passada e embasadas na modernização contínua da infra-estrutura do ERDC — você estará no caminho certo.
1. Decida se você precisa realmente ter seu próprio data center
Aumentar a infra-estrutura de computação é um processo caro e desafiador. Antes de se dedicar ao seu próximo upgrade, pergunte a si mesmo: “Preciso ter meu próprio data center?” Uma infra-estrutura minimamente robusta incluirá equipamento de comutação de energia e geradores. Mas quase ninguém pára por aí. A tolerância a falhas abrange baterias ou flywheels para o UPS (uninterruptible power supply), abastecimento de água reserva em caso de interrupção do fornecimento de água pela empresa concessionária, componentes redundantes e, possivelmente, múltiplas conexões de energia comerciais independentes. Você também tem de se proteger contra incêndios e desastres naturais. E, quando o data center estiver pronto, você precisará de pessoal para monitorá-lo e mantê-lo.
“A menos que você atue em um setor no qual ter um data center interno ultra eficiente se traduz diretamente em receita, talvez você esteja mais bem servido rodando seus aplicativos no ambiente terceiros”, observou Werner Vogels, CTO da Amazon, na conferência Next Generation Data Center. Esta solução não é adequada para todo mundo, mas vale a pena considerá-la à medida que as tarifas das empresas de serviços públicos aumentam e a demanda crescente exige cada vez mais da infra-estrutura de suporte.
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