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Gestão

Anvisa usa BI para controle da saúde pública

Órgão de fiscalização adotou a ferramenta de business intelligence e a cada cerca de cinco meses disponibiliza mais um tipo de relatório para áreas e hospitais da rede SUS

Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

Publicada em 31 de outubro de 2007 às 13h24

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Por ano, 12 milhões de pessoas são internadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda não estão em funcionamento um sistema que identifique quais foram os pacientes que foram a qual hospital, se precisaram ser reinternados, mas em outra unidade e assim por diante.

Mas isso está perto de acabar, porque no final de 2003 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai adotar um sistema que ajudasse a instituição a atuar de forma preventiva na saúde pública.

Assim, em março de 2004, foram produzidos os primeiros relatórios a partir da ferramenta de business intelligence (BI) fornecida pela MicroStrategy. Segundo o gerente de infra-estrutura de tecnologia da informação da Anvisa, Camilo Mussi, hoje existem mais de 10 aplicações em áreas como a de arrecadação,de medicamentos, ouvidoria, produtos de saúde, recursos humanos e outras. “A cada cerca de cinco meses conseguimos atender a um novo departamento, depois de passar pelos processos de modelagem, avaliação, homologação e treinamento”, conta.

O objetivo central, no entanto, é atuar de forma preventiva em duas frentes: a de mortalidade, para saber quantas pessoas saem com vida de um hospital, e a de reinternação, para descobrir ao longo do tempo se o mesmo paciente se internou mais de uma vez em diferentes instituições de saúde públicas. Assim, haverá um controle geral dos hospitais, o que vai ser útil em situações de epidemiologias, por exemplo.

De forma prática, vai ser possível descobrir se uma pessoa foi internada uma vez e teve de voltar e assim vamos identificar quais os tratamentos que são eficientes. “Além disso, vamos saber se um hospital é resolutivo ou não e poderemos saber se uma unidade está deixando muitas pessoas morrerem por falta de um item ou de um trabalho bem feito”, ilustra.

Entretanto, o trabalho se estende há três anos porque é mais complicado do que aparenta, já que muitas informações são incompatíveis entre si. O grupo de TI está trabalhando para criar grupos parecidos de diagnósticos, pois se uma pessoa é internada por dor de cabeça e uma segunda vez porque quebrou o braço, não se pode incluir no mesmo grupo de informações. Desde o início do projeto, o governo já investiu entre 800 e 900 mil reais e fez com que, em agosto de 2006, a diretoria da Anvisa se convencesse da importância do BI.

Atualmente, portanto, cerca de 2,5 mil pessoas têm acesso à produção de relatórios e esse número, de acordo com Mussi, vai subir para 3 mil em 2008, com o atendimento de mais seis áreas das 74 do País. “Leva tempo porque temos de integrar informações que vêm de diferentes fontes, como o Ministério da Saúde, o IBGE e outras”, explica.

Entretanto, o gerente de infra-estrutura de TI continua de olho na meta de atender a três tipos de público: o interno, o de outras áreas da saúde na esfera federal, e ao cidadão. “O uso ampliado do BI vai resultar em ainda mais controle, resposta rápida ao usuário, dados confiáveis e a possibilidade de descobrir fraudes”, conclui. (LD)
mesmos provêem.


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