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Gestão

Oito tecnologias que põem em risco a segurança corporativa

Não são poucas as tecnologias de consumo que povoam a vida pessoal dos profissionais e acabam chegando também à corporação. Saiba quais são as mais perigosas e como evitar riscos

ComputerWorld

Publicada em 20 de setembro de 2007 às 15h27

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Eletrônicos de consumo e serviços de alta tecnologia estão ganhando espaço na vida pessoal de diversos profissionais e, de alguma forma, têm se aproximado cada vez mais do ambiente corporativo. E nesse grupo incluem-se smartphones, sistemas de voz sobre IP, memórias portáteis e até a segunda vida virtual.

Em uma pesquisa recente conduzida com 500 executivos pelo Yankee Group, 86% deles disseram que têm utilizado pelo menos um eletrônico de consumo no ambiente de trabalho por motivações que variam desde inovação à melhoria da produtividade.

Infelizmente, essa tendência tem apresentado riscos às companhias. Por um lado porque o uso dessas tecnologias pode aumentar o risco de brechas de segurança e por outro, porque podem sobrecarregar o já sobrecarregado departamento de TI.

Para ajudar sua empresa a decidir como responder a essa realidade, a edição norte-americana do COMPUTERWORLD listou oito populares tecnologias e serviços destinados ao usuário final que invadiram o local de trabalho. Também relata como algumas companhias do mundo estão atingindo o equilíbrio ideal de segurança, produtividade e... sanidade.

1-) Mensagens instantâneas

As pessoas têm usado os mensageiros instantâneos para tudo ultimamente, desde garantir que seus filhos conseguiram uma carona para casa até comunicar sobre o tema da próxima reunião com um colega de trabalho. A pesquisa do Yankee revela que 40% dos entrevistados disseram que utilizam mensageiros instantâneos comuns no trabalho.

Os mensageiros instantâneos trazem vários desafios de segurança. Entre outras coisas, um malware pode entrar na rede corporativa e usuários podem enviar dados sensíveis da companhia por meio de redes inseguras.

Uma forma de combater essas ameaças é descartar serviços de mercado de IM e utilizar um servidor interno de mensagens instantâneas. A Global Crossing tomou tal atitude em 2005 quando adotou o Live Communications Server (LCS), da Microsoft. Em agosto do ano seguinte descartou o uso de serviços externos de mensagens como aqueles do MSN,
AOL e Yahoo. Agora todas as trocas internas de mensagens são criptografadas e mensagens externas são protegidas.
Também é possível partir para uma linha mais dura. O centro médico norte-americano DeKalb, por exemplo, adotou uma política de segurança que bane o uso de mensageiros instantâneos. "O tráfego se resume basicamente a bate-papo e não informações sobre saúde", aponta Sharon Finney, administradora de segurança da informação. A companhia também optou por bloquear a maioria dos websites que permitem o download de mensageiros instantâneos, embora não tenha bloqueado MSN, AOL ou Yahoo, que abrigam caixas de e-mail de muitos médicos.

A clínica está analisando a idéia de implementar o mensageiro instantâneo do Lotus Notes ou mesmo um serviço como o Jabber em que os usuários corporativos possam se comunicar.

2-) Webmail

Dos 500 respondentes da pesquisa do Yankee Group, 50% disseram que usam aplicações pessoais de e-mail para fins corporativos. O problema com serviços destinados a usuários finais - tais como aqueles do Google, Microsoft, AOL e Yahoo - é que os usuários não se dão conta sobre quão inseguras são suas trocas de e-mail. Isso porque as mensagens são transportadas via internet e armazenadas no servidor do provedor também. Sem essa percepção, muitos não tomam precauções devidas sobre enviar dados pessoais como RG, número de passaporte ou informações sigilosas corporativas.
Uma abordagem para reforçar a segurança no webmail é utilizar uma ferramenta que monitore conteúdo de e-mail utilizando filtros de palavras ou outras técnicas de detecção para gerar alertas sobre brechas em potencial ou simplemente bloquear o envio. A WebEx Communications, por exemplo, está considerando a expansão do uso da ferramenta de prevenção de perda de dados da Reconnex para incluir monitoramento de e-mail, segundo Michael Machado, diretor de infra-estrutura de TI.

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