Publicidade

Gestão

Dez passos para fidelizar clientes

Pesquisa revela preferências dos correntistas e indica que ações simples e baratas são, também, o melhor caminho

Cláudia Zucare Boscoli

Publicada em 13 de junho de 2007 às 17h11

  • Share

Em pesquisa realizada com cerca de dois mil consumidores americanos, a empresa de consultoria Peppers & Rogers Group constatou que há dez lições simples e baratas para a indústria financeira fidelizar clientes. Eis uma ótima lista para o CIO brasileiro levar ao departamento de marketing e ao CEO a fim de discutir estratégias. "Nossa intenção é, já no próximo ano, fazer uma pesquisa mundial. Mas, para agora, os dados servem como um sinalizador de como o mercado deverá se comportar", avalia Fernando Pierry, partner da Peppers. Para ele, há um grande hiato entre o sistema bancário brasileiro e americano no que diz respeito a relacionamento e programas de fidelização. "Falam em banco do fulano e do sicrano. Mas todo mundo sabe que não é assim, que o serviço por aqui é bem pasteurizado", diz. Confira abaixo os principais resultados da pesquisa:

1 – Personalize o programa de fidelidade: 65% dos entrevistados afirmam preferir benefícios individualizados, de acordo com necessidades específicas. Até as campanhas e informativos devem seguir este padrão. "Não temos isto no Brasil e precisamos ter. De que adianta oferecer bônus, um pontinho aqui, uma redução de tarifa ali nos serviços que eu não faço uso?", pergunta o sócio da consultoria.
2 – Tenha consciência de que o cliente conhece a concorrência: 55% afirmam que comparam, sim, os serviços de sua instituição financeira com os concorrentes antes de abrir contas ou fechar serviços e também durante a vigência dos mesmos.
3 – A satisfação do cliente não é um indicativo inconteste de qualidade: 33% dos entrevistados afirmam que estão igualmente satisfeitos com uma ou mais instituições, o que faz deste quesito um lugar-comum e não um diferencial.
4 – Prepare seus funcionários: 75% apontam como fundamental ser atendidos por uma equipe profissional e amigável.
5 – Cortesia não está fora de moda: 16% consideram um fator importante receber mimos dos funcionários do banco, o que, surpreendentemente, supera até a relevância do tempo de espera para atendimento (15%).
6 – Ética é fundamental: 43% gostam quando enxergam no banco valores morais semelhantes aos seus.
7 – O cliente quer a web: 45% dos entrevistados usam a internet para fazer transações e 23% preferem o telefone. "No Brasil, após o estouro da bolha em 2000, empresas e pessoas passaram a duvidar, a subestimar a internet. Será que ela não é aquilo tudo que diziam? Creio que, agora, chegamos a um ponto de estabilidade. A tendência natural é que, cada vez mais, mais pessoas busquem essa facilidade", acredita Pierry.
8 –  Web não significa o fim do cara-a-cara: o e-mail e a internet são a forma que a maioria dos clientes (39%) prefere para interagir com o banco, mas 25% ainda gostam mais do contato direto com o funcionário e o gerente, o que sinaliza que as agências físicas não deixarão de existir.
9 – E-mail pode substituir papel: 51% dizem que aceitariam receber os informes por e-mails se o banco lhes perguntasse.
10 – Todos esperam o mesmo do banco: o bom relacionamento com a agência foi apontado como igualmente importante para todas as faixas de clientes, dos mais endividados aos mais confortáveis.

Agora no Twitter

Publicidade

Opinião do leitor
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar
Reportagens mais lidas