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Gestão

Menos tecnologia, mais relacionamento

IBM deixa tecnologia de lado e foca no conceito de um novo espaço físico para imaginar as agências bancárias do futuro

Cláudia Zucare Boscoli

Publicada em 12 de junho de 2007 às 18h28

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Investir no relacionamento para manter e atrair correntistas. Uma pesquisa realizada com todos os bancos clientes da IBM na América Latina, mostrou à fornecedora de tecnologia que esta é a grande demanda do setor financeiro. Assim, a companhia decidiu aumentar seu leque de soluções, passando a vender também conceitos de negócio. A resposta foi o investimento de R$ 20 milhões (em cinco anos) para a criação do Centro de Soluções para a Indústria Financeira, instalado na sede da IBM Brasil, em São Paulo, e aberto à visitação. Mais do que um lugar para se pensar a aplicação de novas tecnologias e a sinergia entre as já existentes, a IBM pensa no espaço como uma sugestão inovadora para os bancos, algo como uma agência do ano 2015.
 "Sempre oferecemos infra-estrutura, hardware e software, mas tínhamos esta dívida, de oferecer uma nova concepção de banco. Mais do que atender às necessidades internas, queremos pensar junto com eles como segurar seus clientes", diz Fábio Pessoa, diretor do setor de serviços financeiros da IBM Brasil.
 Entre as principais sugestões estão a de usar a parte externa da agência como uma vitrine de loja, despertando a atenção das pessoas para os produtos, inclusive com quiosques externos com acesso via web. "Quem diminui o passo ao passar por um banco além do executivo do banco concorrente? Queremos que o ato de ir à agência passe a ser algo agradável e não um ‘mal necessário’, como é encarado hoje", explica Rafael Dan Schur, executivo de desenvolvimento de negócios do setor de serviços financeiros. Também se pretende aumentar o contato físico com gerentes e funcionários da agência com a eliminação das tradicionais mesas "intimidadoras" e as telas de computador vistas só por quem realiza a operação. Sofás e mesas informais para conversas, cyber café e até recreação infantil foram pensados para o espaço. "Principalmente os não-bancalizados e os de baixa-bancalização farão proveito porque, em geral, não têm acesso à internet em casa ou no trabalho. Mas é um espaço para todos. Ao investir no relacionamento, apostamos que o banco estará ganhando mais clientes e mais clientes satisfeitos", completa o vice-presidente Marcelo Spaziani.

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