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Gestão

O lado verde da tecnologia

Thais Aline Cerioni

Publicada em 04 de maio de 2007 às 16h42

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Exceções acontecem em empresas em que a cultura da proteção ambiental já está arraigada e que a ordem para redução do impacto no meio ambiente vem de cima – seja por consciência da alta-diretoria ou por regras legislativas impostas a determinados segmentos. Ou ainda pela mesma razão que vem mudando o discurso de dezenas de fornecedores de tecnologia em todo o mundo: marketing. Afinal, em tempos de Novo Mercado, no qual questões como responsabilidade social e sustentabilidade contam pontos com investidores e podem mudar o valor dos papéis de uma companhia, a preocupação ecológica ‘pega bem’.
Com a discussão sobre o aquecimento global cada vez mais acalorada, as crescentes cobranças da opinião pública por empresas mais comprometidas e o bombardeio de informações sobre a responsabilidade de TI no impacto ao meio ambiente (não se esqueça que os data centers emitem quase tanto dióxido de carbono quanto os aviões e, apenas nos Estados Unidos, consumiram 1,2% da energia gasta no país), mais cedo ou mais tarde os CIOs serão cobrados por seus chefes por uma mudança de postura. Antecipar-se a isto e levantar o tema pode não apenas evitar estresse futuro, como melhorar a imagem de TI perante a companhia. Não que realmente seja verdade que está apenas nas mãos dos CIOs o futuro do planeta – ou sequer a mudança da visão corporativa sobre o assunto. Longe da prepotência, cabe à TI identificar de que forma pode ajudar a companhia a ser mais verde – com a utilização de ferramentas de BI para gestão dos impactos ambientais, sistemas de controle de consumo de energia nos prédios corporativos e sistemas de gestão de ativos para gerenciar o descarte e a reciclagem de equipamentos. Ou ainda, mostrar ao board como a postura ecologicamente correta pode trazer benefícios financeiros para a empresa, com a redução de gastos com energia e papel.

Cabeças verdes
Entretanto, hoje, poucas empresas vêem partir do departamento de tecnologia qualquer iniciativa de proteção ambiental. “Quando parte do board é sempre melhor, você consegue comprometimento maior quando [a decisão] vem do presidente”, garante Teresa Sacchetta, diretora de tecnologia da informação do Fleury Medicina e Saúde. Ela sabe do que está falando. Na instituição, a preocupação ambiental vem de cima e permeia toda a companhia, que é, inclusive, certificada com ISO 14000 (série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization que estabelecem diretrizes sobre a área de gestão ambiental dentro de empresas). “Existe uma preocupação muito grande com isso. Por conseqüência, o assunto faz parte das metas de todos os profissionais da empresa”, explica.
A executiva conta que, em 2006, o objetivo foi a redução do consumo de papel, iniciativa que contou com forte apoio de TI. “Avaliaram alguns processos e perceberam que a informatização reduziria o uso de papel. Conseguimos uma bela economia com isto”, garante Teresa. A gestão eletrônica de documentos, especialmente dos exames de diagnostico por imagem, é outra iniciativa com a meta de diminuir o consumo de papel. “Há, ainda, resistência dos médicos na leitura dos exames, porque eles não estão acostumados a receber em CD. Para incentivar, passamos a oferecer mais imagens em mídia digital que nos filmes.” Finalmente, o Fleury acaba de firmar um contrato com a Simpress/Ricoh para terceirização de impressão, medida que, segundo Teresa, visa a melhorar a gestão do uso de papel. “Poderia ser feito internamente, mas o terceiro é um facilitador”, explica.

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1 comentário(s)
O lado verde da tecnologia.
Eudio Braz do Amaral - 11 Jul 2007, 09h43
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