A chave da revolução silenciosa é uma palavra que costuma tirar o sonho do CIOs (Chief Information Officer, na sigla em inglês): integração. Juntar todos os elementos dispersos nas ilhas de informação ajuda as empresas a serem ágeis para posicionar-se em mercados competitivos, garantindo uma posição à frente da concorrência.
A tão sonhada integração é também sinônimo de economia para as empresas, cujos orçamentos de TI tendem a ser melhor utilizados ano a ano. Nesse aspecto, SOA possibilita uma redução em até 30% nos gastos de TI, segundo o Gartner. Uma economia significativa que permitirá às empresas investir em novas tecnologias e dar espaço à inovação. Ou seja, sem sombra de dúvidas, uma arma importante para quem busca a competitividade. Para a consultoria Forrester Research, integrar os sistemas tem um valor estratégico para gerar vantagem competitiva, pois ajuda a cortar custos e garante agilidade. Mais flexível, as organizações ganharão rapidez na capacidade de inovar, encantando clientes e surpreendendo a concorrência.
Ao longo dessas últimas décadas, a maioria das companhias desenvolveu aplicações internas, ou implantou software integrados, sem padronização que, originalmente, não foram projetados para “dialogar entre si”. Mas, o mundo globalizado exige que as companhias se conectem com seus fornecedores, parceiros, clientes, ou seja, à sua cadeia de valor, ao seu ecossistema. E a integração tem um papel fundamental para combater as ilhas tecnológicas, garantindo que informações estratégicas estejam, no momento certo, à mão de quem as necessita.
No universo corporativo, as empresas costumam ser conservadoras em relação a novas tecnologias e apostam em ferramentas de última geração, sendo que os projetos são avaliados cuidadosamente sob a ótica da relação custo-benefício. O papel dos fornecedores de tecnologia associa-se à simplificação do processo de implementação de novas tecnologias, sem que a mudança altere a rotina da empresa e que, cada vez mais, comprometa grande parte do seu orçamento.
Em resumo: inovar é uma questão de sobrevivência no mercado. As companhias precisam ser flexíveis, menos complexas e usar tecnologias que garantam menor custo de propriedade. Parece mágica, mas não é. Pode parecer complicado, mas virá, como todos os grandes saltos em direção ao futuro.
* Silvio Genesini é presidente da Oracle do Brasil
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