(este artigo é parte da reportagem Inovar é preciso)
Sistemas de gestão que espelhem as melhores práticas do mercado é uma das tendências que está presente na pauta das empresas quando o assunto é TI (tecnologia da informação). Outro item prioritário é a segurança que sempre consome parte significativa dos orçamentos corporativos de tecnologia. O sistema operacional Linux também já é uma alternativa real nos servidores e o segmento não pára de crescer. Outra tendência que ganha terreno é a mudança na indústria de software com a chegada do software como serviço, também chamado de on demand, que possibilita às empresas pagar um aluguel pela utilização do software.
Entre outros aspectos, a valorização do real contribui para que a tecnologia seja cada vez mais acessível, já que as companhias podem comprar tecnologia numa cotação favorável ao Brasil. Com isto, pequenas e médias empresas buscam a informatização como alternativa para aumentar a eficiência e reduzir custos. Não faltam ofertas e opções que atendam empresas de vários setores e tamanhos, incluindo financiamentos atrativas.
Em meio a esse cenário, uma revolução silenciosa marca o terceiro ciclo do mercado de TI: SOA, ou arquitetura orientada a serviços, na tradução em português. O Goldman Sachs chamou-a “the next big thing”, após a proliferação dos computadores pessoais nos anos 80 e da explosão da internet a partir da década de 90. Trata-se de uma nova infra-estrutura que possibilitará um grande avanço da indústria de software.
Costumo chamá-la de lego do software para que todos possam entendê-la. Programas grandes e complexos, bastante utilizados pelas empresas, podem ser quebrados em pedaços e, essas peças, como num jogo de montar, são encaixadas e recombinadas. Essa arquitetura põe fim a um velho dilema da área de TI. E mais: estas peças podem ser alteradas rapidamente, já que aplicativos e sistemas disponibilizam serviços que, por sua vez, podem ser utilizados em qualquer novo sistema ou processo evitando a redundância.
Sai de cena a infra-estrutura complexa, a torre de Babel, que será substituída por um ambiente mais transparente no qual os sistemas conversam entre si. Outra vantagem é que essa arquitetura permite cortar gastos com manutenção de sistemas e aplicações para integração. A mudança para esse conceito é inevitável tanto para os usuários como para a indústria de software. A mágica da SOA é permitir a orquestração de componentes já existentes. Junto com este fenômeno virá o software como serviço e o cliente pagará apenas pelo o que usa. Um sistema parecido com as tarifas de energia ou telefone.
O mundo dos negócios demanda cada vez mais velocidade e nem sempre a infra-estrutura existente pode atender à demanda. Por isto, a arquitetura orientada a serviços tende a ganhar espaço. Por que é chamada de revolução silenciosa? Porque não é visível ao olho nú para os usuários nem fácil de explicar para a alta adimistração.
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