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Gestão

Por que é tão difícil terceirizar?

Alguns acordos de outsourcing são mais fáceis de lidar do que outros

Stephanie Overby

Publicada em 12 de junho de 2006 às 00h00

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Indubitavelmente, é difícil terceirizar. O índice de fracassos das relações de outsourcing continua alto, entre 40% e 70%. No cerne do problema está o conflito de interesses inerente a qualquer acordo de outsourcing. O cliente busca um serviço melhor e em geral a custos mais baixos do que conseguiria se ele mesmo o executasse. O fornecedor, por sua vez, visa o lucro. Esta tensão tem que ser gerenciada de perto para garantir um bom resultado para ambas as partes.
Outra causa de fracasso é a ânsia de terceirizar sem um bom business case. Cada vez mais, as organizações recorrem ao outsourcing como uma tática rápida para cortar custos em vez de um investimento destinado a aprimorar capacidades, expandir-se globalmente, aumentar a agilidade e a lucratividade ou fortalecer a vantagem competitiva.
De acordo com estudo recente realizado pela revista CIO e pelo Center for Information Systems Research do MIT, alguns acordos de outsourcing são mais fáceis de lidar do que outros. O outsourcing transacional, em que uma empresa terceiriza processos discretos com regras de negócio bem definidas, é bem-sucedido em 90% dos casos. Alianças de co-sourcing, em que cliente e fornecedor gerenciam projetos em conjunto (em geral, desenvolvimento de aplicativos ou manutenção terceirizada offshore), dão certo em apenas 63% dos casos. E "parcerias estratégicas", em que um único outsourcer é responsável por um grande pacote de serviços de TI, funcionam apenas em 50% dos casos.
Os riscos aumentam à medida que os limites entre as responsabilidades de cliente e fornecedor se toldam e o escopo das responsabilidades se expande. Qualquer que seja o tipo de outsourcing, as relações somente terão êxito se fornecedor e cliente obtiverem os benefícios esperados.

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