Muitos anos atrás, o mega-acordo — contratos de serviços de TI de bilhões de dólares com um só fornecedor — atingiu alturas extremas e IBMs e EDSs da vida não poderiam ser mais felizes. Mas esta abordagem de outsourcing por atacado provou ser difícil de gerenciar para muitas empresas. Hoje, embora o mega-acordo não tenha desaparecido totalmente, a tendência é a abordagem de múltiplos fornecedores, ou seja, utilização de serviços de vários fornecedores best-of-breed para satisfazer as demandas de TI.
Os players de serviços de TI importantes se dizem capazes de absorver esta mudança. O exemplo mais high-profile deste tipo de outsourcing é a GM. Depois de anos terceirizando grande parte de TI para a EDS, a GM está adotando o que chama de “terceira onda” do outsourcing: um grupo de outsourcers concorrentes trabalhando juntos.
Mas a abordagem multisourcing também impõe grandes desafios. Para extrair o máximo de seus diversos outsourcers os CIOs têm que dedicar pessoal para supervisionar o relacionamento com cada fornecedor e analisar regularmente o desempenho do fornecedor com aplicações de mensuração como dashboards ou scorecards. Na negociação dos contratos, os CIOs precisam explicar detalhadamente que os fornecedores devem cooperar e se abster de culpar uns aos outros, ou se arriscam a perder o trabalho. Os CIOs têm que encontrar pessoal qualificado, dotado de habilidades financeiras e técnicas para ajudar a administrar um escritório de gerenciamento de projeto ou algum outro organismo que possa acompanhar todos os acordos de outsourcing.
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