A oferta de soluções de storage integra cada vez mais as diferentes plataformas de armazenamento de dados com servidores, software e serviços, consideradas pelas fornecedoras os motores de investimento no que se refere a armazenamento. Tudo para extrair mais valor da informação com menor custo de investimento, dentro dos conceitos de ILM-Information Lifecycle Management, ou gerenciamento do ciclo de vida da informação.
Nesse contexto, uma das tendências já bem conhecidas dos CIOs é a de soluções como virtualização, citada no início dessa reportagem e segunda prioridade na agenda dos CIOs neste ano (segundo o Gartner). É um conceito que promete fazer a gestão centralizada de todo o storage, melhorar o acesso de usuários às aplicações, reduzir custos de treinamento, facilitar a administração, reduzir custos de storage físico, eliminar o downtime, conferir maior escalabilidade e alocar capacidade sob demanda.
Marcos Caldas, CIO da Sadia, sabe disso. Ele conta que a virtualização faz parte de sua estratégia de excelência operacional em TI e de governança. “A Sadia está expandindo mundialmente e precisa ter uma base muito segura para isso, com alta disponibilidade e performance”, afirma o executivo, que já trabalha há meses na adequação à SOX.
Do outro lado do balcão, players como EMC, Hitachi, HP e IBM passam por uma fase agitada. Quase todas seguem o caminho da convergência de sistemas de processamento de dados e de armazenamento de dados.
A EMC, por exemplo, conta com o Invista, uma plataforma de virtualização em rede SAN (Storage Area Network). O sistema integra hardware e software dentro de uma arquitetura denominada out-of-band, que coloca a inteligência de virtualização na rede de armazenamento - e não dentro dos dispositivos ou arrays - para eliminar impactos sobre a performance do servidor ou da aplicação. Além de proporcionar essa migração, cópia e réplica de dados em múltiplos sistemas de armazenamento heterogêneo, o Invista visa a reduzir o tempo gasto pelos administradores de storage. Outra solução é a Rainfinity Global File Virtualization, que aproveita o poder de virtualização de NAS para ajudar a gerenciar mais dados com menos recursos. Como é sabido, para chegar à vasta oferta, a empresa foi às compras: VMWare, Legato, Rainfinity, Documentum, Dantz, Smarts.
Já a Hitachi Data Systems investiu na arquitetura para virtualização do ambiente de armazenamento multi-fornecedor. De seu portifólio fazem parte, por exemplo, a plataforma Universal Storage Platform Hitachi TagmaStore® e o software HiCommand® Tiered Storage Manager, que permitem mover dados dinamicamente entre camadas de armazenamento e gerenciar todos eles em uma única interface. Para fazer armazenamento de segundo nível a baixo custo, é possível usar o sistema de armazenamento modular de grupo de trabalho Hitachi Thunder 9520V™ baseado em SATA ou qualquer outro armazenamento de terceiros suportado pela Universal Storage Platform.
A HP também incluiu em seu portfólio várias linhas de soluções contemplando o gerenciamento do ciclo de vida da informação, tais como virtualização via software no servidor, interna no disk array, em rede SAN (Storage Area Network) de alta performance e ainda através de grid computing.
No caso da IBM, a linha de virtualização é representada por produtos como o SAN File Systems e o SAN Volume Controller, que trabalham em uma camada entre os servidores de aplicação e a SAN. A IBM até definiu um vice-presidente para a área de virtualização em novembro passado, Richard Lechner, que deve supervisionar os esforços da companhia no segmento.
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