
A área de tecnologia da informação sofrerá mudanças profundas nos próximos anos. Além de ter maior integração com a estratégia de negócios da organização, o profissional de TI exercerá funções menos técnicas e mais direcionadas ao relacionamento com os parceiros externos, já que o outsourcing tende a tomar cada vez mais espaço.
“A tendência é que os departamentos de TI tenham profissionais com maior conhecimento do negócio e habilidade de relacionamento. Ainda haverá oportunidades para as pessoas de perfil técnico, porém externamente, junto aos provedores”, diz Ione Coco, vice-presidente para a América Latina da unidade Executive Programs.
Em vez de um gerente de suporte técnico, por exemplo, será mais comum encontrar um gestor de outsourcing no departamento de TI. Está fora do mercado definitivamente quem é resistente a novidades. Por outro lado, a capacidade de gerenciar mudanças será uma premissa do profissional de tecnologia.
Ione, que tem experiência de 30 anos no mercado de tecnologia, acredita que toda e qualquer empresa terá de repensar as funções de TI. A afirmação tem como base uma pesquisa recente do instituto, segundo a qual até 2011 75% das organizações de TI mudarão suas funções. O levantamento, realizado com 35 mil clientes do Gartner aponta ainda que as equipes serão 20% menores de TI e usarão 40% menos soluções internas de tecnologia.
“No Brasil já vemos que as empresas estão contantemente revisando suas funções de TI. Aqui, a cada 18 meses há um grande ajuste do departamento para adequação aos novos cenários e pressões de mercado”, revela Ione.
O levantamento mundial do Gartner aponta que a mudança será mais radical entre as empresas conservadoras, em geral grandes e tradicionais grupos, que ainda têm visão de TI como commodity. Este perfil corporativo, tratado pelo Gartner como “heritage”, representava 65% das organizações de TI em 1996; porcentual que cairá para 25% em 2006 e chegará a 10% em 2011. São empresas com foco em eficiência.
Já as “alinhadas” enxergam tecnologia como algo mais relacionado às estratégias de negócio. Por sua vez, as empresas “engajadas” têm valores de TI agregados aos processos, enquanto nas de “fronteira” a própria área de TI lidera o desenvolvimento de melhorias de processos. O tipo de empresa na qual a tecnologia contribui mais fortemente é onde TI já está “embutida” na estratégia da corporação. Esse perfil não existia em 2001, segundo o Gartner, mas está em plena expansão. Em 2006 deverá responder por 10% das organizações de TI.
Como será o amanhã?
Acompanhe a evolução de cada tipo de organização de TI ao longo dos anos
Herança (TI tática)
Alinhada (TI estratégica)
Engajada (TI agrega valor ao negócio)
Fronteira (TI lidera processos estratégicos)
Embutida (líderes detêm TI como parte do negócio)
Fonte: Gartner
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