
Quando se trata de carreira e evolução profissional, muito se diz sobre a necessidade dos executivos apostarem – e muito – na rede de relacionamento, mais conhecida como networking. No entanto, de acordo com Fernando Feitoza, superintendente comercial da Across – consultoria especializada em desenvolvimento organizacional com foco em gestão de pessoas – muitas vezes os CIOs gastam energia focando em ações equivocadas.
Para Feitoza, os executivos precisam aprender a tirar mais proveito do networking. O primeiro passo, segundo ele, deve ser eliminar iniciativas pouco produtivas do ponto de vista profissional. "Não basta fazer um happy hour e mostrar-se uma pessoa extremamente agradável”, aconselha o consultor. “É preciso apresentar soluções de negócio aos outros executivos – tanto no que diz respeito à empresa na qual atua como às questões trazidas por outros colegas”, complementa Feitoza.
Esse trânsito de conhecimento mostra aos outros líderes as competências de cada profissional, mostrando se eles podem, ou não ser indicados para possíveis vagas de emprego. “Se surgir uma oportunidade de promoção ou mesmo de recolocação em outra companhia, os executivos responsáveis pela seleção não vão lembrar de candidatos simpáticos e de personalidade extrovertida. Mas, sim, daqueles que mostraram suas aptidões e qualidades profissionais”, explica o consultor.
Ele ainda garante que, em uma escala de zero a dez, em um processo seletivo para altos executivos, a importância do networking bem feito seria o equivalente a oito. “Além do currículo, os postos de C-level demandam comandantes com personalidade e boa capacidade comunicação. Essas características são mais conhecidas por meio do relacionamento interpessoal do que entrevistas de emprego’, conclui Feitoza.
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