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Carreira

Crise não ameaça CIOs brasileiros

Os executivos de TI têm, sim, de mudar algumas de suas características para enfrentar o futuro, mas, de acordo com Fernando Mantovani, diretor da empresa de executive search Robert Half, no Brasil ainda há mais demanda por profissionais de alto comando do que em outros países

Patrícia Lisboa, repórter da CIO Brasil

Publicada em 26 de fevereiro de 2009 às 08h05

Em decorrência da crise financeira mundial, não é mais novidade acompanhar diariamente notícias de demissões em massa.  Entre os altos executivos, entretanto, fica a questão: como estar preparado para garantir a segurança profissional em um período de instabilidade econômica?

Segundo Fernando Mantovani, diretor da empresa de recrutamento de executivos Robert Half, não existe receita para manter-se blindado diante dos cortes de pessoal anunciados por várias empresas, mas, por outro lado, ele alerta que é preciso avaliar se tal preocupação deve mesmo ser a prioridade dos executivos brasileiros.

Para Mantovani, a situação nacional encontra-se em um patamar completamente diferente da realidade global e, principalmente, norte-americana. “Aqui não estamos vivenciando uma onda de demissões em altos níveis hierárquicos, como acontece lá fora. No cenário local há a necessidade de reduzir equipes – principalmente em nível operacional –, mas as lideranças não devem cair”, afirma.

Ainda de acordo com o especialista, os CIOs e outros membros do C-level devem mudar seus comportamentos e perfis para encarar a crise, mas não precisam perder o sono em busca de alternativas no caso de serem demitidos. “Hoje o executivo de TI brasileiro precisa mostrar como a área é uma fonte de receitas e não apenas um centro de custos”, diz.

“Ele precisa ter uma visão voltada ao negócio e a capacidade de comunicação com os outros segmentos da companhia para vencer os desafios de priorizar projetos de longo prazo e equilibrar os custos com a necessidade de produzir mais com menos recursos”, explica o consultor, que acrescenta: "Eu, como recrutador, garanto que tenho muitas vagas em aberto para posições de CIO e isso reflete o cenário brasileiro diante da crise. Ainda temos grande demanda por líderes que consigam adequar suas ações ao momento que o mercado vive atualmente.”

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