
Em decorrência da crise financeira mundial, não é mais novidade acompanhar diariamente notícias de demissões em massa. Entre os altos executivos, entretanto, fica a questão: como estar preparado para garantir a segurança profissional em um período de instabilidade econômica?
Segundo Fernando Mantovani, diretor da empresa de recrutamento de executivos Robert Half, não existe receita para manter-se blindado diante dos cortes de pessoal anunciados por várias empresas, mas, por outro lado, ele alerta que é preciso avaliar se tal preocupação deve mesmo ser a prioridade dos executivos brasileiros.
Para Mantovani, a situação nacional encontra-se em um patamar completamente diferente da realidade global e, principalmente, norte-americana. “Aqui não estamos vivenciando uma onda de demissões em altos níveis hierárquicos, como acontece lá fora. No cenário local há a necessidade de reduzir equipes – principalmente em nível operacional –, mas as lideranças não devem cair”, afirma.
Ainda de acordo com o especialista, os CIOs e outros membros do C-level devem mudar seus comportamentos e perfis para encarar a crise, mas não precisam perder o sono em busca de alternativas no caso de serem demitidos. “Hoje o executivo de TI brasileiro precisa mostrar como a área é uma fonte de receitas e não apenas um centro de custos”, diz.
“Ele precisa ter uma visão voltada ao negócio e a capacidade de comunicação com os outros segmentos da companhia para vencer os desafios de priorizar projetos de longo prazo e equilibrar os custos com a necessidade de produzir mais com menos recursos”, explica o consultor, que acrescenta: "Eu, como recrutador, garanto que tenho muitas vagas em aberto para posições de CIO e isso reflete o cenário brasileiro diante da crise. Ainda temos grande demanda por líderes que consigam adequar suas ações ao momento que o mercado vive atualmente.”
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