
Na medida em que a crise financeira mundial se prolonga, os cortes de budget na área de TI aumentam e os CIOs passam a lidar com as responsabilidades de priorizar projetos, adiar ações, congelar contratações e demitir pessoas.
Nesse contexto e seguindo a premissa de que todo momento de instabilidade gera boas oportunidades, os executivos de tecnologia têm o desafio de colocar em prática toda a teoria de que o CIO precisa adotar postura voltada ao negócio, mostrar flexibilidade suficiente para ajudar a companhia na superação de momentos difíceis e ter boa relação com o board e as demais áreas da organização.
Exemplo desse comportamento, o CIO da fabricante norte-americana de peças para automóveis, Auto Warehousing, Dale Frantz, conta que aproveitou a redução da demanda pelos produtos da empresa para implementar projetos antes inviáveis, porque exigiam a redução do ritmo produtivo.
“Não podíamos parar as máquinas para fazer uma reestruturação de TI na época em que estávamos com mais pedidos até do que nossa capacidade de produção", explica o executivo, que acrescenta: "Hoje, podemos implementar sistemas que serão fundamentais para aumentar nossa produtividade na ocasião da retomada dos investimentos mundiais.”
Na mesma linha, Marie Mouchet, CIO da geradora de energia nuclear Southern Co., conta que teve, sim, de abandonar algumas iniciativas que havia planejado para 2009, mas, por outro lado, conseguiu aprovar programas de alto valor para a companhia. “É tudo uma questão de prioridade e relacionamento com o CFO. Nós, de TI, precisamos aprender a defender nossas idéias e deixar de ser vistos como centro de custos das empresas”, afirma Marie.
Com foco na motivação de pessoal, o CIO da Delloite, Jerome Oglesby, defende que equipes satisfeitas produzem mais e são capazes de fazer sacrifícios pela organização se necessário. “Nesse sentido, a transparência na comunicação com as times e o modelo de gestão dessas pessoas pode fazer toda a diferença no resultado final do negócio”, diz ele.
“Não basta ser chefe, tem de se envolver com as pessoas”, afirma o executivo, ao justificar a relação de proximidade que mantém com sua equipe. “Os colaboradores são quem irá executar nossas idéias e, por isso, precisam acreditar nelas. Faço questão de informá-los sobre cada passo que a organização dará e o papel da área de TI nesse contexto”, conclui Oglesby.
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