
Quando os custos de TI despencaram como uma pedra proverbial depois de 1970, criaram uma oportunidade notável para as empresas melhorarem as operações e crescerem. De repente, "os caras na caverna" tornaram-se o departamento de TI, e o seu líder, o gerente do data center, tornou-se um CIO muito poderoso. Este novo papel exigia gerir um grande orçamento e ter um controle incrível de investimentos pesados em aplicações empresariais, repositórios imensos de dados e milhares de computadores.
Isso é passado. O presente?
O uso corporativo crescente de smartphones baratos, tablets e seus aplicativos significam que usuários estão comprando seus próprios dispositivos e não estão satisfeitos com os PCs, software ou BlackBerrys fornecidos pelas empresas. E o software-como-um-serviço permite a esses mesmos usuários contornar os sistemas da empresa para uso de aplicações baratas pelas quais podem pagar, fora de seus próprios orçamentos - e as quais preferem usar.
Agora, conectar-se com fornecedores, clientes e até mesmo colegas de trabalho muitas vezes pode ser feito mais rápido, mais fácil e de forma mais eficaz usando mensagens de texto pessoais, ou ferramentas de mídia social como o Twitter e o Facebook, em vez de e-mail corporativo. Os funcionários já não se preocupam em ter o conjunto padrão de hardware e software corporativo. Cada vez mais, os usuários evitam os sistemas da empresa, porque eles têm interfaces desajeitadas e complicam o seu trabalho.
Caso você não tenha notado, os departamentos de TI e o CIO estão se tornando irrelevantes para muitos na empresa. Os usuários não entendem por que ele se move tão lentamente, custa muito e torna a vida de todos tão difícil. Eles estão prontos para abandonar o CIO em favor do departamento local fazendo so seu próprio trabalho.
Relevância exige dos CIOs adotar uma abordagem muito diferente daquela exigida por seus afazeres de 1975 a 2005. Tentar defender e estender o antigo modelo de trabalho é o caminho para a ruína, porque os usuários simplesmente se revoltam. E hoje eles muitas vezes têm o apoio de seus CEOs - que também usam seus próprios iPhones e iPads.
Portanto, fazer as coisas como elas sempre foram feitas - muitas vezes com uma dose saudável de controle - será fatal.
Daqui a cinco anos, em 2017, continuar a ser relevante vai exigir do CIO a adição de valor. E isso não significa negociar um contrato grande de fornecimento de PCs com a Dell, ou o contrato de terceirização do data center na Índia.
Isso significa o seguinte:
1 - Entender o que os usuários querem - o que eles realmente, realmente, realmente querem - que é muitas vezes muito além do que eles dizem que querem. Ajude-os a definir o que seria um bonito, fácil, poderoso, sucesso ultracompetitivo, nos próximos 12 meses a partir de agora.
2 - Ser um especialista em novas ferramentas (como smartphones, tablets, mídia social, serviços de localização) - os usuários nunca devem saber mais do que você. Ser bom em tecnologias antigas é irrelevante. Esperar por novas versões de tecnologias antigas é irrelevante.
3 - Implemente novas tecnologias - Não pense em bani-las, porque você não as entende, ou porque violam antigas regras.
4 - Criar equipes que vão além do que é atual e entender o que as novas tecnologias de hoje vão oferecer em 2017 - esqueça prever aplicações empresariais e atualizações do Windows - os usuários não se importam! Preveja e implemente novas tecnologias que proporcionem aos usuários as capacidades que querem e precisam.
Desenvolver e popularizar a sua visão da empresa e como ela irá funcionar em 2020 - mostrar como o CIO, em uma economia da informação, é inestimável e pode ajudar os usuários a fazer mais do que eles imaginavam por conta própria - mais rápido e melhor.
(*) Adam Hartung é um consultor especializado em inovação e autor do livro "Create Marketplace Disruption"
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Como estar preparado para essa mudança?