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CIOs podem e devem reforçar os Conselhos de administração

Produtos fortemente baseados em TI são o futuro do negócio. Os Conselhos têm o coração da empresa em suas mãos. Eles têm de compreender este tipo de coisa.

Kim S. Nash, CIO/EUA

Publicada em 24 de abril de 2012 às 16h13

Considerando que a tecnologia permeia o ciclo completo de novos produtos e serviços em todos os segmentos industriais como varejo, mídia, serviços financeiros, manufatura, etc, é legítimo afirmar que as empresas deveriam nomear mais CIOs para seus conselhos de administração. Produtos fortemente baseados em TI são o futuro do negócio. Os Conselhos têm o coração da empresa em suas mãos. Eles têm de compreender este tipo de coisa.

Assim como a recrutadora Linda Hodges me disse uma vez, companhias da área de saúde compreenderam isso e estão trazendo CIOs para seus conselhos. Eles “reconhecem que a tecnologia é uma grande parte da responsabilidade deles”, diz Hodges. O CIO corporativo pode apresentar informações  para o Conselho, mas muitas vezes isso não é o bastante para seguir em frente, diz ela.

Hodges lidera a área dede TI na companhia recrutadora Witt/Kieffer. “Às vezes pedimos que conselhos aprovem compras e iniciativas e, caso não existam membros no conselho que entendam de TI, eles estarão dando tiros no escuro”, diz ela.

Tenho visto algumas empresas acrescentarem CIOs a seus conselhos ultimamente. A Fossil, que fabrica relógios e outros acessórios,  nomeou Tom Nealon, ex-CIO da J.C Penney, para o seu conselho. A Fossil acabou de se tornar uma empresa avaliada em $2 bilhões, e de fazer uma aquisição estratégica e planeja expandir substancialmente seu comércio global. A experiência invejável de Nealon com a transição e o crescimento rápido auxiliarão a Fossil a manter seu momento. Nealon também está no conselho da Southwest Airlines desde 2010. A Southwest cita como muito importantes a especialidade de TI de Nealon e sua experiência em planejamento e estratégias corporativas.

C. Martin Harris, CIO e diretor de estratégias da The Cleveland Clinic, juntou-se ao conselho da Thermo Fisher Scientific em março. Ele faz parte de dois outros conselhos – de uma empresa consultora de saúde e de uma fabricante de equipamentos médicos.

Há muita coisa em jogo. Martha Heller, presidente da Heller Search Associates e colunista da CIO.com, diz que o conselho perde oportunidades por não possuir CIOs. Ao passo que a TI vai cada vez mais fundo em uma empresa, a gestão de riscos se torna muito mais entrelaçada com a tecnologia, ela escreve. Conselhos têm de entender profundamente os riscos que uma empresa enfrenta. Além disso, CIOs têm uma visão ampla de como a companhia funciona. “Não existe nenhuma parte do negócio que um CIO não compreenda intimamente”, ela escreve. “Esta é uma perspectiva muito poderosa para se ter em um conselho”.

É claro, CIOs obtêm uma excelente experiência que melhora suas carreiras ao assumirem um cargo no Conselho. Algumas empresas também pagam muito bem aos diretores por seus conhecimentos especiais. A Southwest pagou $100,511 para Nealon no ano passado. 

Outros exemplos: 

>  A empresa de transportes YRC Worldwide demitiu todo seu Conselho no último verão após uma reestruturação financeira que a ajudou a evitar o pedido de falência. O grupo de novos diretores inclui James Hoffman, ex-CIO da MCI Communications e um veterano da IBM com 30 anos de experiência. YRC pagou $92,927 para ele no ano passado por sua especialidade em tecnologia e em operações.

>  Rob Carter, CIO da FedEx, é parte do Conselho da First Horizon National desde 2007, onde ganhou  $155,000 no ano passado por seu diretorado. Ele também serviu no Conselho da varejista Sak, que pagou $159,000 a ele em  2010, o último ano para no qual estão disponíveis documentos.

> Doreen Wright, CIO aposentada da Campbell Soup,  juntou-se em 2011 ao conselho da Croc’s, que fabrica aqueles tamancos de plástico que você vê em todos os lugares nesta época do ano. A Croc’s pagou $163,913 para ela no ano passado.

> Robert Dixon, CIO global da PepsiCo, ganhou $44,275 como membro do conselho da WellPoint no ano passado. Dixon juntou-se ao conselho em junho de 2011, tarde demais para ganhar o prêmio anual de estoque da Wellpoint para membros do conselho, que foi de $250,000 em 2011. 

A WellPoint está mergulhando em vários planos de desenvolvimento de negócios ancorados na TI. Ela está lançando um sistema que possibilitará que os pacientes usem dispositivos móveis para participarem de conferências de vídeo com enfermeiras e fez uma parceria com a IBM para utilizar o supercomputador Watson para analisar os dados dos planos de tratamento. Aposto que Dixon vai conseguir um bom prêmio de estoque esse ano. 

Mas aqui está a grande questão: Por que as empresas não colocam seus próprios CIOs em seus Conselhos?



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