
Com o aumento no número de demissões no mercado em 2009, a expressão marketing pessoal tornou-se um elemento cada vez mais valorizado como um diferencial para que busca a recolocação profissional. De fato, a forma de comunicar o valor que o executivo pode trazer à empresa contratante pode, realmente, ser um fator importante para conquistar um novo emprego.
A especialista em construção de imagem profissional Catherine Kaputa aponta, no entanto, que os profissionais cometem algumas falhas tolas nessa abordagem de marketing pessoal e que podem atrapalhar o processo de contratação.
A seguir, especialistas listam os principais erros que podem arruinar os planos de quem busca um novo emprego e que precisam ser evitados pelos profissionais.
1. Pressa no desenvolvimento de perfis profissionais – a falha mais comum que as pessoas cometem quando estão em busca de recolocação profissional é cadastrar-se em redes sociais, como o LinkedIn, para serem lembradas no mercado, mas sem desenvolver uma estratégia para vender uma imagem adequada no mercado.
De acordo com a consultora de marketing pessoal Kirsten Dixson, antes de saírem no mercado, os candidatos precisam definir quem são, como desejam ser reconhecidos no longo prazo e como se diferenciam dos concorrentes que têm as mesmas aspirações profissionais.
Para Catherine, o marketing pessoal deve ser pensado exatamente como aquele realizado com produtos e serviços antes de serem lançados. “Isso inclui análise de oportunidades e ameaças, definição de objetivos, elaboração de identidade e atuação segundo cronograma do plano de negócio”, afirma Kirsten.
2.Criação de imagem sem foco – em vez de descreverem os valores que podem trazer à organização, muitos candidatos tendem a se descrever apenas como um cargo - por exemplo, gestor de TI.
“Qualquer pessoa pode adotar essas caracterizações”, afirma Catherine, que complementa: “E, no mundo das marcas, ser generalista só causa confusão para o público-alvo e não gera resultados.”
3. Caracterização sem diferenciação – o propósito de desenvolver uma imagem própria pessoal e profissional é, exatamente, diferenciar-se dos demais. Por isso, é preciso que os gestores saibam como transformar sua experiência em características marcantes.
“Não adianta caracterizar-se nas redes sociais como gerador de resultados ou CIO competente", comenta Catherine. Ela lembra que os profissionais precisam estar preocupados em não se descrever exatamente como os demais concorrentes.
4. Comportamento inconsistente – quando o profissional se compromete a cultivar determinada imagem no mercado deve entender que, no âmbito corporativo, essa passa a ser sua identidade. Para não causar constrangimentos em possíveis contratantes que possam ir ao mercado pedir referências, é essencial que as ações desse candidato sejam 100% coerentes com as palavras escritas em redes sociais ou blogs.
5. Falta de comprometimento – redes sociais e blogs são as principais ferramentas para a construção e manutenção de um networking. No entanto, os bons frutos dessa aproximação só são colhidos quando o profissional acessa seus perfis regularmente.
6. Confiança exagerada – não é raro encontrar pessoas que usam a Web para se promoverem e tecerem muitos elogios a si mesmos. Essa postura, de acordo com Catherine, passa uma imagem de arrogância e até insegurança – a qual afasta os contratantes.
Compartilhe:

Como estar preparado para essa mudança?