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Carreira

Executivos brasileiros têm dificuldades para preparar sucessores

Um estudo da Korn/Ferry mostra que 64% das empresas não possuem planos de sucessão para seus principais líderes, o que representa um risco para o futuro das organizações

Andrea Giardino, da Computerworld Brasil

Publicada em 07 de janeiro de 2010 às 15h43

Conseguir que os altos executivos preparem um profissional para substituí-los no futuro representa hoje um dos maiores desafios que as empresas brasileiras enfrentam quando o assunto é sucessão. Boa parte desse problema deve-se à falta de um plano de carreira estruturado nas organizações, de acordo com a sócia-diretora da consultoria em recrutamento Korn/Ferry no Brasil, Fernanda Pomin.

“Quando não estão claras as perspectivas de futuro, fica complicado para alguém preparar seu sucessor, porque ele vê essa ação como uma ameaça”, afirma a especialista. “A questão da sucessão acaba sendo uma armadilha para as empresas que, mesmo preocupadas com o assunto, pecam na hora de colocar seus planos em prática”, acrescenta.

Leia também: Os riscos que os CIOs correm ao não ter um plano de sucessão

Um recente estudo divulgado pela Korn/Ferry aponta que as falhas na substituição de altos executivos não representam um problema restrito apenas ao mercado brasileiro. Dos quase 2 mil profissionais – em 90 países – que participaram do levantamento, 64% deles afirmaram que suas empresas não possuem um plano de sucessão estruturado de seus principais líderes.
O estudo também aponta a preocupação dos profissionais em relação ao risco que essa falta de políticas de sucessão representa para as organizações. Entre os entrevistados brasileiros, 72% acreditam que a saída do presidente sem alguém para substituí-lo é extremamente prejudicial à companhia.

Ainda de acordo com Fernanda, as empresas precisam tomar alguns cuidados essenciais na implementação de um plano de sucessão. “Identificar os potenciais talentos e saber quais funções ele pode ocupar não são suficientes”, ressalta a especialista. Segundo ela, o mais importante é ter uma estratégia de como cada profissional deve ser capacitado para ocupar a posição no futuro.

Na área de TI, esse direcionamento inadequado dos profissionais têm levado muitas organizações a cometerem equívocos. “Vejo profissionais técnicos serem promovidos a CIOs e quando chegam lá não foram preparados para atuar sob o escopo de negócios ou sequer atendem ao perfil de um líder”, avalia Fernanda. Segundo ela, isso tende a se tornar crítico, pelo fato de comprometer as estratégias e resultados da companhia, além de destruir a carreira do profissional.


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