A mobilidade, somada à disseminação das redes sociais, aumentaram os desafios das organizações no sentido de evitar o vazamento de dados confidenciais e estratégicos. Como resultado, as empresas estão mais abertas a contratar um executivo que responda pela segurança da informação, segundo o estudo Global Information Security, conduzido pela consultoria PricewaterhouseCoopers, em parceria com as revistas CIO e CSO.
Entre os 692 executivos brasileiros que responderam ao estudo - de um universo de 7,3 mil profissionais de todo o mundo que atuam nas áreas de TI e negócios -, 43% deles disseram que
suas empresas não têm um CSO (principal executivo de segurança da infromação), mas que a nomeação de um profissional para ocupar essa
vaga representa uma prioridade para os próximos meses. No resto do
mundo, essa porcentagem cai para 32%.
A própria recessão na economia contribui para esse cenário. Isso porque, a crise obrigou muitas organizações a reduzirem os gastos com outsourcing (terceirização) dos serviços de segurança. Em contrapartida, as equipes internas das empresas tiveram de incorporar as funções que eram realizadas pelos fornecedores. O que justificaria o interesse por contratar um profissional que conduzo essas iniciativas.
Também no caso específico dos executivos brasileiros consultados no estudo, a crise financeira internacional desponta como a grande responsável por direcionar os investimentos em segurança da informação, com 44% das respostas. Em segundo lugar, com 39%, aparece a questão de garantir a continuidade dos negócios e disaster recovery (recuperação de desastre). Estes últimos dois temas foram citados como os temas mais importantes (41%) para as companhias do resto do mundo, seguido pela recessão na economia (39%).
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