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Carreira

As competências críticas para a liderança de tecnologia

Quatro executivos apontam quais, hoje, são os requisitos mais importantes para quem está à frente da TI nas organizações de médio e grande portes

Redação CIO Brasil

Publicada em 13 de outubro de 2009 às 08h00

Quem ocupa hoje uma posição de liderança – independente do segmento ou do tamanho da organização – tende a enfrentar desafios cada vez mais complexos, por conta das rápidas mudanças no cenário de negócios. Na área de TI, especificamente, os gestores convivem hoje com uma necessidade de conciliar uma visão do que há de mais importante em termos de soluções e serviços com uma postura orientada a resultados.

Com o intuito de entender como os líderes de TI lidam com essas novas demandas, a CIO perguntou a quatro executivos quais as competências mais importantes para eles na atualidade. A seguir, acompanhe as respostas:

Nelson Cardoso, diretor de TI da Petrobrás Distribuidora
“Após 35 anos atuando na área de TI – mais de uma década como principal executivo – , entendo que a simplicidade é a competência mais crítica do CIO. Ela é importante na gestão de pessoas de sua equipe; no relacionamento com executivos internos e externos da empresa; fornecedores; jornalistas da área de TI e head hunters.
Outro ponto importante é simplificar as soluções, dedicar-se ao trabalho, desfrutar as oportunidades
felizes da vida, ter o entendimento de que é parte da solução inovadora ou da melhoria da arquitetura
empresarial existente. É crítico para o CIO a gestão de pessoas, associada à de recursos financeiros e ativos de TI, além da experiência e habilidade para reconciliar diferenças entre pessoas e culturas. Enfim, o líder de TI deve sempre lembrar que chegar ao topo é mais fácil do que se manter. Por isso, apoie-se em teconologia flexível para o crescimento da sua organização, metodologias, métricas e, principalmete, dos amigos sinceros.

Fábio Kruse, supervisor de TI da JCB

“Neste momento de turbulência dos mercados, acredito que a competência mais crítica para o CIO é permanecer atento a todas as mudanças estratégicas da empresa para não perder o foco nos negócios. Apresentar novas formas de aumentar a rentabilidade, melhorar os controles e reduzir os custos não são novidades para o CIO, mas também devemos cuidar para que reduções de custo de mão de obra e infraestrutura não se tornem uma armadilha na fase de retomada do crescimento.
Um exemplo claro disso é a demora na retomada do nível de serviços de TI, em razão de cortes de pessoal e nos contratos de fornecedores sem uma perspectiva clara do futuro dos negócios. Tivemos recomendações da nossa matriz, no Reino Unido, para cortes em algumas áreas. Se as tivéssemos levado a cabo, sem uma análise do mercado local, estaríamos em uma situação bem complicada hoje, pois enquanto para a matriz o momento ainda é de recessão profunda, aqui a produção de máquinas já retornou exatamente ao patamar acompanhado no mesmo período de 2008.”

Etienne Vreuls, gerente de TI da Halliburton
“Em recente pesquisa realizada para o mestrado, identifiquei um modelo com sete competências, consideradas pelos CIOs brasileiros como críticas: Visão de Negócios; Suporte ao Negócio; Capacidade de Influenciar a Organização; Capacidade Técnica; Networking; Manter a Operação de TI e Visão de TI/ Inovação. Notamos que as características do alinhamento estratégico entre TI e o negócio estão sempre presentes. Fazem parte também os aspectos relacionados às habilidades operacionais e de gestão, técnicas e estratégicas.
Atividades operacionais e de cunho mais estratégico são demandadas pelas características da organização e pelo momento pelo qual ela passa, uma vez que o alinhamento é um esforço recíproco entre TI e a empresa. O papel do CIO, portanto, pode ser vistocomo um indicador de como a tecnologia é pensada pela companhia no espaço entre o operacional e o estratégico. Ter a compreensão de onde a TI está situada pode ser não só a garantia de sobrevivência do CIO, mas da própria organização.”

José Henrique de Oliveira, gerente de TI do Grupo Mabel

“Este foi um ano de várias turbulências financeiras, no qual o CIO se deparou com inúmeras dificuldades e desafios, pois tinha de manter a organização crescendo tecnologicamente nas diversas áreas de negócio e manter ou até reduzir custos operacionais. Nesse momento que entra a verdadeira competência de um CIO, buscando novas soluções no mercado que tragam essas reduções, reavaliando contratos e mantendo a qualidade dos serviços com um custo reduzido.
O CIO precisa saber utilizar esse cenário como um momento de oportunidade para rever processos e
rotinas internas que agreguem resultados imediatos e faça com que tenhamos uma resposta mais rápida na tomada de decisões. Acredito que esse seja o desafio mais crítico no momento para um CIO: tentar em momentos adversos ser um diferencial na organização, trazendo soluções e inovações que resultem em vantagens competitivas ao negócio, tornando a tecnologia da informação uma poderosa ferramenta para impulsionar o crescimento da empresa.

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