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Carreira

Pesquisador de Stanford analisa o estresse sofrido pelos gestores

Pesquisador explica que pessoas que possuem responsabilidades e ocupam cargos executivos em grandes empresas acostumam-se com o nervoso do dia a dia e até o utilizam como uma forma de valorizar seus trabalhos

CIO/EUA

Publicada em 07 de outubro de 2009 às 14h35

Profissionais de TI posicionados abaixo do nível gerencial são, potencialmente, mais estressados do que seus superiores. Da mesma forma, os CIOs também tendem a ser mais acometidos pelo estresse do que os CEOs. Pelo menos, essa é a conclusão de um estudo realizado pelo chefe do departamento de neurobiologia da Universidade de Stanford – localizada no estado da Califórnia, nos Estados Unidos –, Robert Sapolsky. Ele passou os últimos 30 anos analisando as relações entre o comportamentos profissional e pessoal dos executivos e o impacto que isso tem sobre a saúde mental.

Segundo o pesquisador, todos os fatores que nos tiram do estado de calma, fazendo com que fiquemos estressados, estão ligados a interações interpessoais e são construídos a partir de ruídos sociais. No entanto, não podemos nos privar do convívio com outras pessoas e, então, precisamos aprender a criar ações que rompam o ciclo de estresse crônico no qual vivemos.

De forma geral, Sapolsky explica que as pessoas – principalmente aquelas que possuem responsabilidades e ocupam cargos executivos em grandes empresas – acostumam-se com o estresse e até o utilizam como uma forma de valorizar seu trabalho. “É como se um diretor de companhia não pudesse estar sossegado durante o fim de semana porque isso demonstraria alguma incompetência”, explica ele, que complementa: “O estresse é visto como testemunho do esforço desses gestores.”

Além disso, o pesquisador entende que o peso dado ao posto de trabalho ocupado principalmente por líderes acaba por “esmagar” todas as outras facetas de suas vidas. “Esses executivos não conseguem relaxar no domingo, por exemplo, pois estão lendo as notícias e já pensando como isso impactará nos negócios”, lembra Sapolsky.

Apesar da pressão sofrida por CIOs, CFOs e CEOs, o especialista destaca que o estresse causa danos na saúde que vão desde a perda gradativa de memória até um ataque cardíaco. Para ele, a chave para sair desse ciclo vicioso é que os gestores passem a dar a real importância a questões que vão além da carreira, equilibrando assim aspectos da vida pessoal, como família, saúde e lazer.


Meridith Levinson, da CIO/EUA
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