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Carreira

Empresas tendem a eleger 'super gerentes' de tecnologia

Especialistas apontam que os CIOs devem delegar funções operacionais e, até parte das atividades estratégicas, para o segundo nível hierárquico de profissionais da área de TI

Tatiana Americano, da CIO Brasil

Publicada em 29 de setembro de 2009 às 08h00

Menos quantidade com mais qualidade. Esta premissa tende a reger os departamentos de TI nos próximos anos. Do lado dos CIOs, no entanto, isso cria um problema, uma vez que, enquanto eles trabalham com equipes cada vez mais enxutas, por outro lado, precisam absorver um número crescente de tarefas relacionadas ao negócio.

A saída encontrada por muitos executivos para resolver esse impasse tem sido contratar ou preparar profissionais do segundo escalão para  realizar a gestão de todas as atividades operacionais e de parte das iniciativas estratégicas da TI e que, até então, eram realizadas exclusivamente pelo líder da área de tecnologia da informação.

Para a vice-presidente de pesquisas da consultoria Gartner para América Latina, Ione Coco, dentro desse novo modelo, há uma tendência dos gerentes de TI assumirem um papel mais relevante dentro da estrutura corporativa. “Esse segundo nível de executivos vai absorver todas as funções técnicas e até as atividades estratégicas da área”, considera Ione, que complementa: “O CIO precisa ter tempo para estar próximo do CEO e do COO e para ficar focado em informações e negócios.”

Na mesma linha, o diretor de operações no Brasil da empresa de recrutamento de executivos Robert Half, Fernando Mantovani, defende que, já a partir de 2010, devemos ver uma consolidação dessa nova estrutura da área de TI e na qual os ‘super gerentes’ vão atuar como o braço direito do CIO, ao liderar atividades operacionais e estratégicas. Ainda de acordo com Mantovani, esses profissionais tendem a suprir parte da demanda gerada pelo corte das equipes durante a recente crise financeira internacional.

Responsável pela TI da América Latina da indústria de alumínio Alcoa, Tânia Nossa já tem testado com sucesso essa estrutura na qual há a figura de um braço direito do CIO. Quando, no final de 2008, Tânia passou a acumular a gerência-geral da divisão de Global Services Business da companhia – liderando uma equipe de 453 profissionais –, ela decidiu delegar todas as funções operacionais e ligadas ao dia a dia do departamento de tecnologia da informação para a gerente de sistemas da companhia, Renata Maniero.

“Graças ao trabalho da Renata, hoje eu consigo me dedicar apenas às questões estratégicas”, detalha Tânia, ao contar que a gerente passa boa parte do tempo viajando pelas subsidiárias latino-americanas da companhia, com o intuito de detectar demandas específicas de TI. "O que me consumiria muito tempo", relata a gerente-geral.

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1 comentário(s)
Cuidado
Luciano - 30 Set 2009, 11h39
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