
Especialista em um conceito batizado de gestão positiva da mudança - técnica para que os profissionais administrem momentos críticos da carreira -, o diretor-executivo da Qualitec Consultoria Empresarial, Renato Ricci, aponta que a recente recessão da economia deixou clara a deficiência de boa parte dos líderes das organizações: a capacidade de preparar-se estrategicamente para os ciclos econômicos naturais.
Para basear sua análise, Ricci lembra que, historicamente, as organizações vivem épocas de expansão e de retração dos negócios. E ao passar por esses movimentos, os executivos deveriam estar mais preparados para enxergar a próxima etapa do ciclo corporativo e se antecipar a ela. "Se estão em um momento de bonança, já deveriam pensar em alternativas para enfrentar os períodos de escassez", afirma o especialista.
No caso específico dos CIOs, o diretor-executivo aconselha que, periodicamente, esses profissionais planejem metas para os próximos meses, baseadas em cenários alternativos de mercado. "Basicamente, devem ter sempre um plano B e C para o caso do cenário real ser levemente pior do que o esperado ou para o caso de ser extremamente trágico", explica.
Ainda de acordo com Ricci, mesmo no caso da corporação não apresentar uma política formal para gerenciamento de crise, o CIO deve implementar esse tipo de ação na área de TI. Já que, segundo o especialista, contar com a estratégia correta de atuação pode ser o fator determinante para o sucesso de um negócio – ou departamento – em tempos de instabilidade.
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