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Carreira

Inovação: as corporações erram ao delegar a responsabilidade para TI

De acordo com Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, o papel do líder de TI é estar atento às ferramentas lançadas no mercado e de que forma elas podem otimizar processos de negócio

Patrícia Lisboa, repórter CIO

Publicada em 19 de junho de 2009 às 09h00

Por conta do cenário de crise, muitos CIOs têm sido pressionados a inovar, com o intuito de gerar fontes alternativas de receita às companhias. Isso porque, as organizações costumam esperar que o departamento de TI crie um produto ou processo que possa salvá-la da instabilidade financeira. No entanto, de acordo com Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral - que atua com desenvolvimento de executivos e de empresas -, a percepção de que a área de tecnologia deve ser a grande responsável pelas iniciativas de inovação é equivocada.

Em primeiro lugar, o especialista defende que, na maior parte das vezes, nem o alto comando da empresa sabe o que esperar quando cria essa demanda repentina por inovação. Para Lobão, é preciso entender as diferenças, conceituais e práticas, entre inovar e inventar, para não confundir as estratégias.

“Invenção é o processo de criação de algo novo e inovação representa o mecanismo de desenvolvimento de produtos, serviços ou processos singulares que gerem receita à organização”, explica o especialista, que complementa: “Algo inventado pode até ser interessante, mas não terá relevância suficiente para trazer capital à empresa”.

Baseado nessas definições, Lobão afirma que a implementação de políticas voltadas à inovação só são bem-sucedidas quando envolvem toda a corporação. “O líder de TI não deve chamar para si a responsabilidade de inovar. O papel desse profissional é estar atento às ferramentas lançadas no mercado e que podem ajudá-lo a melhorar processos de negócio”, diz.

O professor da Fundação Dom Cabral orienta que as empresas devem começar a se organizar imediatamente, caso planejem colher os frutos dos processos de inovação no futuro. Para isso, sugere que criem um grupo interdisciplinar que seja responsável por identificar oportunidades para inovar e cultivar o ambiente organizacional favorável à criatividade.


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1 comentário(s)
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Flávio - 19 Jun 2009, 18h18
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