Por conta do cenário de crise, muitos CIOs têm sido pressionados a inovar, com o intuito de gerar fontes alternativas de receita às companhias. Isso porque, as organizações costumam esperar que o departamento de TI crie um produto ou processo que possa salvá-la da instabilidade financeira. No entanto, de acordo com Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral - que atua com desenvolvimento de executivos e de empresas -, a percepção de que a área de tecnologia deve ser a grande responsável pelas iniciativas de inovação é equivocada.
Em primeiro lugar, o especialista defende que, na maior parte das vezes, nem o alto comando da empresa sabe o que esperar quando cria essa demanda repentina por inovação. Para Lobão, é preciso entender as diferenças, conceituais e práticas, entre inovar e inventar, para não confundir as estratégias.
“Invenção é o processo de criação de algo novo e inovação representa o mecanismo de desenvolvimento de produtos, serviços ou processos singulares que gerem receita à organização”, explica o especialista, que complementa: “Algo inventado pode até ser interessante, mas não terá relevância suficiente para trazer capital à empresa”.
Baseado nessas definições, Lobão afirma que a implementação de políticas voltadas à inovação só são bem-sucedidas quando envolvem toda a corporação. “O líder de TI não deve chamar para si a responsabilidade de inovar. O papel desse profissional é estar atento às ferramentas lançadas no mercado e que podem ajudá-lo a melhorar processos de negócio”, diz.
O professor da Fundação Dom Cabral orienta que as empresas devem começar a se organizar imediatamente, caso planejem colher os frutos dos processos de inovação no futuro. Para isso, sugere que criem um grupo interdisciplinar que seja responsável por identificar oportunidades para inovar e cultivar o ambiente organizacional favorável à criatividade.
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